… De que lado você está? É preciso escolher um lado?

Daí você está assistindo um filme e você se pega torcendo para vilão. Já aconteceu com você? E ai você se pergunta: “Será que eu sou do mau?” Quem nunca?

Foi-se o tempo em que o bem e o mau eram extremos. Atualmente, os personagens mais interessantes e melhor caracterizados apresentam um pouco dos dois, tornando-os mais próximo da natureza humana.

Nessa semana tivemos a estreia do Deadpool 2, que superou as expectativas em todos os sentidos. Assim como no primeiro filme, Ryan Reynolds continua com a zoeira com os heróis, e apresenta um personagem que arranca lágrimas e gargalhadas, um cara que faz piada com o próprio sofrimento e questiona os padrões sem ser taxado como “mocinho” ou “bandido”.

 

 

Outro exemplo é o vilão Thanos, do filme “ Vingadores: Guerra infinita”, um personagem um pouco menos querido (sem spoilers), mas muito temido e admirado por seu poder. Pode não ser o seu personagem favorito, mas tem muita gente por ai ostentando uma camiseta do maior vilão de todos os tempos. (rsrsr)

 

 

Falar de vilões queridos e não falar do lendário vilão de Star Wars, é imperdoável. Na minha opinião, esse personagem é o que melhor exemplifica a complexidade da natureza humana, composta pelos dois lados. A trajetória de Anakin Skywalker se aproxima do que acontece com muitas pessoas em seus conflitos psicológicos, que motivados pelo medo de perder algo ou alguém, estão dispostos a fazer qualquer coisa. E acabam tomando decisões questionáveis e tomando caminhos obscuros. Mas, assim como Darth Vader, em algum momento da vida têm a oportunidade de se reconciliar com o seu passado, e mudar de lado novamente.

 

 

O fato é que gostar mais do vilão do que do herói não te faz mau ou bom, porque na verdade somos um equilíbrio entre as duas forças (mas isso não significa que estaremos equilibrados sempre). Nossas atitudes falam mais sobre nós do que nossos gostos particulares e a nossa trajetória é formada por vários momentos em que podemos tender para um lado ou para o outro, mas não se preocupe, sempre teremos a oportunidade de fazer escolhas diferentes.