Jon Watts aparentemente trocou o lançador de teias pelo hiperdrive, mas não precisará pedir orientações ao primeiro droide que encontrar.
Depois de comandar a trilogia do Homem-Aranha estrelada por Tom Holland, o cineasta foi escolhido para dirigir o primeiro filme da nova trilogia de Star Wars escrita por Simon Kinberg.
A informação foi apurada pelo TheWrap e confirmada pela Variety, embora a Lucasfilm ainda não tenha anunciado oficialmente a contratação. Portanto, a nave está sendo abastecida, mas o estúdio ainda não autorizou a decolagem.
O Aranhaverso pegou carona na Millennium Falcon

Watts ganhou projeção ao dirigir Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017), Longe de Casa (2019) e Sem Volta para Casa (2021). Juntos, os filmes acompanharam o crescimento do Peter Parker de Tom Holland, até culminarem naquele encontro multiversal que fez três gerações apontarem umas para as outras sem precisar recriar o meme.
Entretanto, essa não será sua primeira viagem à galáxia criada por George Lucas. O diretor cocriou Skeleton Crew com Christopher Ford e dirigiu episódios da série, ambientada durante a era da Nova República. Dessa forma, Watts já conhece os corredores da Lucasfilm e não corre o risco de confundir um Jawa com um funcionário do estacionamento.
Três filmes e uma galáxia de interrogações

Simon Kinberg foi contratado em 2024 para escrever e produzir três novos longas de Star Wars. Além da experiência com a franquia X-Men, ele cocriou Star Wars Rebels ao lado de Dave Filoni e Carrie Beck, além de ter atuado como consultor em O Despertar da Força.
A entrada de Watts representa um avanço concreto porque entrega o primeiro capítulo a um diretor acostumado com grandes franquias, efeitos visuais e personagens jovens lançados em aventuras maiores do que eles. Ainda assim, desenvolvimento não significa filmagem garantida.
A história recente de Star Wars está cheia de projetos anunciados que acabaram presos no mesmo limbo de desenvolvimento ocupado por filmes de Taika Waititi, Rian Johnson, Donald Glover e outros nomes. Colocar um diretor na cabine melhora as chances, mas não impede que a burocracia aperte o botão de ejeção.
O Episódio X continua congelado em carbonita
Apesar da empolgação nas redes sociais, o filme ainda não possui título oficial. Algumas reportagens afirmam que a trilogia continuará a Saga Skywalker e poderá trazer Daisy Ridley novamente como Rey. Outras fontes descrevem o projeto como uma “nova saga”, possivelmente centrada em personagens inéditos.
A própria Lucasfilm contestou, em 2024, informações de que os filmes de Kinberg seriam os capítulos 10, 11 e 12 da história iniciada em 1977. Já o TheWrap reconhece que as versões permanecem conflitantes e informa que o estúdio não comentou a contratação de Watts.
Por enquanto, portanto, “Episódio X”, o retorno de Rey, a ligação direta com os Skywalker e uma possível substituição do filme desenvolvido por Sharmeen Obaid-Chinoy devem continuar na gaveta dos rumores. Também não existem elenco, data de filmagem ou estreia confirmados.
Agora falta escapar do verdadeiro vilão

Jon Watts já enfrentou o desafio de reunir três Homens-Aranha sem transformar o resultado num congestionamento de fan service. Agora terá uma missão talvez ainda mais perigosa: conduzir um filme de Star Wars para fora do desenvolvimento e até uma sala de cinema.
Se conseguir, sua passagem da teia para a Força poderá inaugurar uma nova etapa da franquia. Até que a Lucasfilm acenda oficialmente o sabre de luz, porém, a nova trilogia continuará como toda boa promessa galáctica: cercada de expectativa, mistério e uma quantidade preocupante de reuniões.
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