Quando a agenda da nova turnê latino-americana do Epica foi anunciada, os fãs brasileiros fizeram exatamente o que qualquer metaleiro faria: procuraram o nome “Brasil” na lista de datas.
Não encontraram.
A ausência causou uma enxurrada de comentários nas redes sociais, afinal, poucos países possuem uma relação tão forte com a banda holandesa quanto o Brasil. Mas, antes que a frustração se transformasse em revolta, veio uma resposta que mudou completamente o clima.
Questionado por um fã sobre o motivo de o país ter ficado de fora da rota, o próprio Epica respondeu que os brasileiros terão uma “celebração diferente, mas muito especial”, e que novidades serão reveladas após o verão europeu, que termina em setembro.
Agora, a pergunta deixou de ser “por que o Brasil ficou de fora?” e passou a ser: “o que eles estão preparando?”
Um silêncio que fala mais alto que um anúncio
A turnê anunciada reunirá Epica e Rhapsody (com Fabio Lione e Luca Turilli) em apresentações pela América Latina durante março de 2027.
No roteiro aparecem países como Chile, Argentina, Colômbia e Costa Rica.
O Brasil, porém, simplesmente não está lá.
Curiosamente, a própria banda tratou de esfriar qualquer teoria de abandono ao responder diretamente um comentário de fã nas redes sociais, indicando que existe um plano específico para os brasileiros, mas mantendo absoluto mistério sobre do que se trata.
É aquele famoso caso de responder… sem responder.
Brasil e Epica: uma história escrita em alto e bom som

Se existe um país que nunca economizou energia quando o assunto é Epica, esse país é o Brasil.
Desde sua primeira passagem por aqui, os holandeses construíram uma relação especial com o público brasileiro. Casas lotadas, festivais, turnês nacionais e uma recepção calorosa transformaram o país em uma das paradas obrigatórias da banda fora da Europa.
A prova disso veio recentemente: em 2025, o grupo realizou uma extensa turnê latino-americana que passou por 13 cidades, sendo seis delas no Brasil: mais do que qualquer outro país do continente.
Na ocasião, Simone Simons chegou a destacar o carinho dos fãs latino-americanos, chamando a energia da região de única.
Por isso, a ausência do Brasil em 2027 parece muito mais estratégica do que definitiva.
Muito prazer, Epica
Mesmo para quem não acompanha o metal sinfônico de perto, é difícil ignorar o peso do Epica.
Fundada em 2002, na Holanda, a banda rapidamente se tornou uma das maiores referências do gênero ao combinar guitarras pesadas, orquestrações cinematográficas, corais e os vocais marcantes de Simone Simons.
Discos como The Phantom Agony, Consign to Oblivion, Design Your Universe, The Quantum Enigma e o mais recente Aspiral ajudaram a consolidar uma identidade própria, equilibrando técnica, melodias grandiosas e letras inspiradas em filosofia, ciência, espiritualidade e questões sociais.
Músicas como “Cry for the Moon”, “Sensorium”, “Storm the Sorrow”, “Unleashed” e “Beyond the Matrix” transformaram a banda em um dos nomes mais respeitados do metal sinfônico mundial.
Em outras palavras: o Epica não apenas toca músicas épicas; ele praticamente transformou o próprio nome em um gênero.
Uma celebração… mas de quê?
É justamente aí que mora o mistério.
A banda não explicou o que significa essa “celebração diferente”.
Poderia ser:
- um show exclusivo no Brasil;
- uma apresentação comemorativa dos 25 anos do Epica, celebrados em 2027;
- um festival;
- um evento especial fora da turnê com o Rhapsody.
Neste momento, qualquer hipótese além da declaração oficial seria mera especulação.
E é exatamente por isso que vale a pena manter os pés no chão… por enquanto.
O Brasil ficou de fora… ou entrou em um plano maior?
No universo do metal, poucas bandas cultivam uma relação tão próxima com o público brasileiro quanto o Epica.
Talvez justamente por isso a ausência do país na agenda tenha causado tanto barulho.
Mas, curiosamente, foi esse silêncio que acabou alimentando ainda mais a expectativa.
Se a promessa de uma “celebração muito especial” realmente se concretizar, o Brasil pode acabar recebendo algo diferente (e talvez até maior) do que uma simples data adicional de turnê.
Até lá, resta aos fãs fazer aquilo que aprenderam ouvindo “Cry for the Moon”: esperar… sem perder a esperança.
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