Preparem as pipocas, ajustem as legendas e segurem o controle: a guerra do streaming de anime acaba de subir de nível. A Netflix anunciou oficialmente uma parceria estratégica com o estúdio MAPPA, um dos nomes mais quentes da animação japonesa atual.
O anúncio fez muita gente decretar o fim da Crunchyroll… mas calma lá, jovem gafanhoto.
A realidade é menos apocalíptica e mais interessante.
O que foi anunciado de verdade (sem Genjutsu)
Sim, a parceria existe e foi confirmada oficialmente. A Netflix e o MAPPA vão co-desenvolver novos animes originais, pensados desde o início para distribuição global exclusiva da plataforma.
Isso significa novos projetos inéditos, produção conjunta desde o conceito e estreia simultânea em mais de 190 países.
Por isso, nada de “compra relâmpago” ou sequestro de catálogo alheio. São animes que ainda nem existem, mas que já nascerão com o selo Netflix.
E os animes famosos? Eles vão sumir da Crunchyroll?
Aqui é onde a internet exagerou nas especulações.
Apesar do MAPPA ser o estúdio por trás de sucessos como Jujutsu Kaisen, Chainsaw Man e Attack on Titan, não existe confirmação de que esses títulos sairão da Crunchyroll.
Aliás, o licenciamento funciona por contrato, território e tempo. O acordo com a Netflix não cancela automaticamente acordos anteriores, nem “puxa” séries já em andamento para outra plataforma.
Resumindo: os animes que você já assiste continuam onde estão… pelo menos por enquanto.
Netflix quer virar o próximo Hokage dos animes
Pois é… O movimento deixa claro uma coisa: a Netflix não quer mais ser “a plataforma que também tem anime”, ela quer disputar protagonismo.
Nos últimos anos, a empresa já investiu pesado em animações japonesas, e agora dá um passo além: entra no processo criativo desde o início, lado a lado com um dos estúdios mais respeitados do mercado.
É menos “comprar depois” e mais “nascer junto”.
E a Crunchyroll? Ainda tem chakra suficiente?
Tem e bastante.
A Crunchyroll segue como a principal casa do anime, com simulcasts, catálogo massivo e relação histórica com estúdios e comitês de produção.
Sendo assim, o acordo Netflix–MAPPA não encerra a guerra, só deixa ela mais interessante.
Agora temos Netflix apostando em grandes exclusivos globais e Crunchyroll mantendo força no volume, na tradição e na comunidade.
É menos “derrota final” e mais novo arco narrativo.
Não acabou, só entrou no modo hard
A parceria entre Netflix e MAPPA é real, relevante e estratégica, mas não representa um apocalipse do anime nem o fim da Crunchyroll.
Ela marca, sim, uma nova fase da disputa, onde exclusividade, qualidade e alcance global vão pesar cada vez mais.
Em outras palavras: o anime venceu, a disputa continua e quem ganha… somos nós, espectadores.
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