Jaz aqui a maior prova do quanto o capricho nos menores detalhes, seja esteticamente ou relativo ao enredo, é capaz de proporcionar um resultado final deveras magistral.
| Título: Como Mágica |
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| Ano de Produção: 2025 |
| Dirigido Por: Nathan Greno |
| Estreia: 2026 |
| Duração: 1h 42m |
| Classificação: 10 anos |
| Gênero: Animação |
| País de Origem: Estados Unidos |
| Sinopse: Uma pequena criatura da floresta e um pássaro majestoso trocam de corpo e precisam se unir para sobreviver à aventura mais incrível de suas vidas. |
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Reviravolta do Destino
Membro da extremamente cautelosa raça dos Pookoos, o pequeno Ollie possui instintos e atitudes muito diferentes dos seus amigos e familiares. Sendo bastante curioso, bem como sem medo de interagir junto a outras criaturas.
Tal postura gera o inusitado encontro com a igualmente jovem Ivy, uma belíssima filhote da espécie Javan, poucas vezes vista na ilha dos arredios animaizinhos. Faminta, ela recebe ajuda do inocente nativo para aprender o modo certo de comer a abundante fruta local.
Tamanha atitude nobre, porém, causa um terrível efeito reverso! Pois integrantes adultos do bando da fofa figurinha alada surgem, recebem as instruções do bico da novata e passam a devorar tudo no caminho. Tornando o antes pacato refúgio, num legítimo pandemônio.
Pescando Encrencas
Algum tempo depois, o protagonista acaba caindo em uma profunda caverna, enquanto fugia de um dos aparentemente cruéis invasores. Onde esbarra, sem querer, num lendário broto mágico presenteado às criaturas do Vale pelos gigantescos Dzo.
Ele só não esperava ser transformado numa das tão temidas aves, começando também a entender os dialetos de todos os bichos, muito menos reencontrar aquela responsável pelo início da confusão.
A improvável parceria, visando localizar mais algum dos demasiado raros artefatos, conduz ambos a recantos inexplorados da floresta, vivenciando epifanias durante o caminho, sempre guiados pelo voluntarioso peixe Boogle.
Ímpeto Avassalador
Obviamente, o grande vilão da trama também merece destaque. Afinal, sua presença aterradora causa calafrios nos espectadores e a história por trás dele resulta no extraordinário plot twist do longa.
Se existem por aí diversas animações bobinhas, desprovidas de complexidade no desenrolar dos acontecimentos, não é o caso do emocionante Como Mágica. Entregando a quem assiste, felizmente, uma verdadeira obra de arte!
O primor começa já nos quesitos técnicos, praticamente impecáveis. Desde os cenários deslumbrantes, a bela trilha sonora, o design maravilhoso dos personagens, até a fantástica dublagem brasileira.
A única ressalva surge em virtude do pouco aproveitamento dos exóticos seres coadjuvantes, os quais mereciam mais tempo de tela. Todavia, o ritmo delicioso da narrativa, torna esse um filme obrigatório na lista de qualquer fã do segmento fábulas.
