Simples, carismático e atual crush da internet: Keanu Reeves parece estar em todas as mídias. O Teoria Geek traz pra você um resumo da carreira e vida pessoal desse ator.

Keanu Reeves, atual protagonista da franquia John Wick e do jogo Cyberpunk 2077, tem causado alvoroço nas redes sociais não somente por suas atuações, mas também pelo seu contagiante carisma dentro e fora das telas. Ora tido como queridinho da mídia, ora chacota por atuações não tão boas assim, fato é que Keanu criou um verdadeiro mito em torno de si: humilde, simpático e com um perfil bem low-profile, ele já foi classificado como “viajante do tempo” por internautas que já alegaram o ver em fotos antigas espalhadas pela web, além de vídeos e fotos nas quais aparece cedendo o lugar no metrô para uma senhora, lendo jornal na praça ou passando despercebido pela grande população em ruas, praças e cafés.

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Veja, abaixo, alguns dos principais filmes em que o ator participou, sua biografia e filmografia completa. Aproveitem!

O começo: Keanu em Bill & Ted

Nome original: Bill & Ted’s Excellent Adventure
País: EUA
Ano: 1989
Duração: 90 min
Gênero: Aventura, Comédia, Música
Direção: Stephen Herek
Estúdio: Universal
Produção: Scott Kroopf, Michael S. Murphey, Joel Soisson
Elenco: Keanu Reeves, Alex Winter, George Carlin, Terry Camilleri, Dan Shor, Al Leong, Jane Wiedlin, Clifford David, Hal Landon Jr., Bernie Casey, Amy Stoch

Bill Preston e Ted Logan são dois adolescentes que sonham em fazer sucesso com sua banda de rock. Só que primeiro eles têm que se formar no colégio, e antes disso, passar de ano. Seu professor de História, Sr.Ryan, lhes dá uma chance de passar: responder a um teste oral sobre como um personagem histórico reagiria aos tempos modernos. A solução surge dos céus: um mensageiro do futuro, Rufus, viajando em uma cabine telefônica, resolve ajudá-los. Os três vão ao passado a fim de convencer personalidades históricas, como Sócrates,  Freud, Napoleão a irem com eles fazer seu teste oral.

 Um “show” de interpretação de Keanu Reeves e Alex Winter, não sei se proposital ou não, mas ficou muito boa a forçada nos trejeitos e gírias que usam durante o filme, tanto que quando um concorda com o outro e fazem um gesto de guitarra (“air riff”).

O ator em Velocidade Máxima 

Velocidade Máxima (Speed, EUA – 1994)
Direção: Jan de Bont
Roteiro: Graham Yost
Elenco: Keanu Reeves, Dennis Hopper, Sandra Bullock, Joe Morton, Jeff Daniels, Alan Ruck, Glenn Plummer, Richard Lineback, Beth Grant, Hawthorne James, Carlos Carrasco
Duração: 116 min.

Keanu Reeves, no auge da sua inexpressividade cumpre seu papel como o policial Jack Traven, que, após liberar reféns presos em um elevador, ganha a atenção do criminoso Howard Payne (Dennis Hooper). A meia hora inicial da projeção, que não perde tempo, não só resolve uma situação tensa, como nos coloca em uma outra, que perdura durante quase todo o longa. Payne, visando uma recompensa de três milhões de dólares, arma uma bomba embaixo de um ônibus, o diferencial: se a velocidade do veículo cair para abaixo de 50 km/h, ela explodirá. Cabe a Traven desarmá-la.

Assim como em Matrix, a não atuação do protagonista não chega a atrapalhar. Há pouco espaço na obra para destaques íntimos, o drama da narrativa se constrói e se resolve através dos inúmeros desafios colocados no longo trajeto do ônibus. São nesses momentos que Velocidade Máxima exala a filme de ação dos anos 90, adotando um tom praticamente idêntico a Duro de Matar. Carros e ônibus voadores, frases de efeitos (algumas que não chegam a funcionar efetivamente) e personagens engraçadinhos são claras evidências de tal característica, o resquício da década anterior.

Na tentativa de colocar uma cena mais dramática que a anterior, o longa acaba pecando pelo exagero, tornando sua trama muito extensa. Diversos momentos são completamente desnecessários e não acrescentam em nada para a história. Ainda assim, a imersão dificilmente é quebrada, graças à montagem do experiente John Wright em conjunto com a fotografia de Andrzej Bartkowiak, que conseguem passar a nítida sensação para o público de velocidade, além de manterem uma dinâmica incessante para a obra. E o ponto principal é: não somos deixados em um turbilhão de imagens dificilmente captadas pelo espectador, como é feito hoje em dia. Estamos falando, é claro, de uma narrativa clássica, onde as transições são disfarçadas ao máximo.

Empatia: Keanu Reeves no metrô como qualquer cidadão comum

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Ou  sentado num banco de praça, a imagem ficou famosa na internet como “Sad Keanu”

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Atuação pífia em filmes de grande sucesso e elenco como Drácula

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Título: Dracula (Original)
Ano produção: 1992
Dirigido por Francis Ford Coppola
Estreia: 25 de Dezembro de 1992 ( Brasil )
Duração: 128 minutos
Classificação: 14 – Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero: Drama Romance Terror
País de Origem: Estados Unidos da América

Como figurinos atendem a demandas específicas para a composição dos personagens, demandas estas que se encaixam na visão geral que o diretor tem sobre a obra, raramente um figurinista consegue ser autoral. No entanto, Eiko Ishioka é uma profissional cujo trabalho possui uma assinatura: com pouquíssimos filmes em sua filmografia, suas peças são facilmente identificáveis. É nítida sua preferência por cores sólidas, as suas referências, como o barroco e o vestuário tradicional japonês e as formas esculturais, bem como o cuidado em relação a detalhes e acessórios complementares.

Keanu Reeves aqui faz o papel do cara novo e inocente (ícones esteriotipados que servem pra ele até hoje), aguardando sua noiva após o recebimento de uma herança.  Drácula de Bram Stoker (1992), dirigido por Francis Ford Copolla, é uma produção que não contou com vasta verba para locações e criações de cenários. A figurinista atendeu a essa necessidade, além de se adequar a um clima de terror dramático, baseado no estranho. Por isso seu trabalho brilhou e ela foi agraciada com o único Oscar de sua carreira.

 

A tentação de Keanu Reeves

Advogado do Diabo — (The Devil’s Advocate) Estados Unidos, 1997.
Direção: Taylor Hackford,
Roteiro: Jonathan Lemki, Tony Gilroy
Elenco:  Al Pacino, Charlize Theron, Connie Nielsen, Craig T. Nelson, Heather Matarazzo, Keanu Reeves
Duração: 108 min.

Dirigido por Taylor Hackford, tendo como guia o roteiro escrito por Jonathan Lemki e Tony Gilroy, em 1997, o “tinhoso” foi representado por John Milton, personagem de Al Pacino em Advogado do Diabo, numa referência óbvia, mas bastante pertinente, ao autor de Paraíso Perdido. Kevin Lomax (Keanu Reeves) é a vítima da vez. Ele é um advogado que se gaba por nunca ter perdido um caso em sua vida profissional. Por conta do ótimo desempenho, recebe uma proposta para trabalhar na poderosa firma Milton, Chadwick e Waters.

Enquanto a sua esposa Ann (Charlize Theron) fica animada, a sua mãe (Judith Ivey) o alerta para não se perder diante das artimanhas malignas de uma vida em Nova Iorque. Feliz inicialmente, a vida do advogado começa a ganhar novos rumos cada vez que a sua relação com John Milton ganha maior profundidade. A voluntariosa e agradável esposa, inicialmente satisfeita com o sucesso do marido, começa a ter visões diabolicamente desagradáveis.
Visualmente, Advogado do Diabo é um filme que consegue acentuar muito bem o clima diabólico proposta pelo roteiro. O design de produção de Bruno Rabeo consegue transformar a casa de John Milton numa obra de arte em movimento, como se cada quadro fosse uma pintura ou fotografia pictórica. A maquiagem de Rick Baker não apela para a cultura do excesso, tampouco os efeitos especiais, numa busca por equilíbrio narrativo, sem tornar tudo um manancial de cenas visualmente carregadas, mas dramaturgicamente estéreis. No que tange aos aspectos sonoros, o filme consegue êxito, graças ao eficiente James Newton na condução musical.

O grande sucesso em Matrix e outros filmes da carreira

Matrix (The Matrix – EUA/ Austrália, 1999)
Direção:
 Andy Wachowski, Lana Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski
Elenco: Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving, Gloria Foster, Joe Pantoliano, Marcus Chong, Julian Arahanga
Duração: 136 min.

Matrix conta com uma narrativa fluida, redonda, que encadeia organicamente cada um de seus eventos – um fato leva ao outro em uma aventura praticamente incessante, com uma trama que quase nada se divide em diferentes focos. Neo nos representa em tela e sua estupefação é a nossa conforme ele descobre cada detalhe sórdido da realidade dele escondida. O roteiro de Andy e Lana é preciso, sabendo exatamente quando revelar cada ponto de seu universo e, por mais que tenhamos alguns diálogos expositivos, esses são bem encaixados e não revelam mais do que devem. A dose de mistério é constante, bem inserida em frases que não deixam claro quando o mundo se tornou daquela forma. Mesmo a retratação daquele universo distópico é exibida em pequena frequência – poucas vezes vemos a situação real do mundo fora da nave Nabucodonosor, o que garante o choque e o espetáculo visual do excelente design de produção.

Apesar dessa estrutura ser bem mastigada, Matrix é um típico filme que merece ser revisitado inúmeras vezes graças ao amplo tabuleiro que ele dispõe. Observemos o agente Smith, por exemplo, iniciando como um simples mecanismo de defesa da rede, calmo, metódico e calculista, o antagonista se revela tão humano quanto os fora-da-matrix: ele quer sair daquele mundo limitado, quer sair da caverna mas suas amarras não o permitem. Ele seria um programa defeituoso ou uma manifestação de inteligência artificial? Por que ele quer ir para outro lugar? Não se trata de algo programado? Há uma interessante profundidade escondida sob a figura tida como rasa de Smith e essa é apenas um dos muitos questionamentos levantados pelo filme. Paremos para olhar agora o lendário Morfeu, que dentro do mundo virtual é uma pessoa totalmente diferente daquela fora. Vejam como sua figura inabalável e imponente se torna humana, quase paterna quando o vemos no mundo real pela primeira vez. Fishburne imprime uma notável bondade nas falas do personagem, que juntamente da calma passam a ideia de sabedoria para o espectador.

Voltou no papel principal romântico para provar sua virilidade em Caminhando Nas Nuvens (Walk in the Clouds, A). Também deixou de trabalhar com Al Pacino e Robert De Niro em Fogo contra Fogo. Entre 1996 e 1997, sofreu um acidente de moto e retornou com visual meio desleixado em Reação em Cadeia (Chain Reaction) e, em 1997 finalmente dividiu as telas com Al Pacino no suspense O Advogado do Diabo (Devil’s Advocate, The). Na ficção, com Johnny Mnemonic (Johnny Mnemonic – 1995) teve resultado pífio. Já em Matrix ganha um dos maiores destaques em 1999, onde interpreta um líder na revolta social contra computadores, que deu a ele grande retorno na cinematografia, assim como nas sequências, em 2003, The Matrix Reloaded e The Matrix Revolutions. Atuou em praticamente todas as cenas de Matrix, dispensando dublês e arracando elogios de mestres de kung-fu como seu treinador, Yuen Wo Ping e o ator Colin Chou, que interpretou o personagem Seraph e sabe de artes marciais desde pequeno.

Em 2006, doze anos depois de atuarem juntos em Speed, Keanu volta às telinhas com a atriz Sandra Bullock em The Lake House (pt: A Casa da Lagoa/br:A Casa do Lago) dirigido por Alejandro Agresti, onde foi sucesso absoluto principalmente no Japão.

Biografia

Keanu pouco se parece com um astro de cinema. Reservado até o ponto de não ser reconhecido nas ruasl, ele nunca oferece dados novos que possam ser acrescentados aos fatos seguros sobre sua biografia. Keanu parece ainda ter um desapego autêntico ao dinheiro (tanto que se apressou em cair fora da continuação de Velocidade Máxima). Muita gente acha que Keanu é um mau ator. Outros acreditam que nem ator ele é, já que quase 25 anos de trabalho surtiram pouco ou nenhum efeito sobre sua capacidade dramática: “Neo é o papel certo para Keanu: ele tem uma presença física magnífica e quase não precisa abrir a boca”, alfinetou um executivo de Hollywood. No entanto, há quem discorde, Bernardo Bertolucci (O Pequeno Buda), Francis Ford Coppola (Drácula de Bram Stoker), Kenneth Branagh (Muito Barulho por Nada) e Gus Van Sant (Garotos de Programa) estão entre os diretores que vêem em Keanu uma qualidade inefável que o torna ideal, senão único, para certos papéis – uma espécie de estado permanente de pureza, que resulta da combinação de alguma emanação interior com uma beleza física quase transcendental. Pode-se rir, por exemplo, dos gestos colegiais com que Keanu expressava o espanto do Príncipe Siddarta diante do mundo, em O Pequeno Buda. Mas é difícil imaginar outro ator que transmita uma candura tão genuína. Tudo o mais que se diga sobre Keanu não passa, a rigor, de boato. O mais célebre deles é o que começou a ser espalhado em fins de 1994, de que Keanu teria se casado com o magnata David Geffen. Até hoje os dois são perseguidos pela história, e até hoje afirmam não se conhecer. Keanu, contudo, se nega a dissipar os rumores de que seria homossexual. “Não há nada de errado em ser gay. Portanto, uma simples negação já equivaleria a um julgamento”, justifica, com um apuro lógico que desmente sua imagem de cabeça-de-vento. Há quem diga que essa imagem, aliás, não passa de uma estratégia de Keanu para defletir o interesse do público.

Vive modestamente, apóia financeiramente grande parte da sua família, e doa dinheiro para várias instituições de caridade. É descrito pela maior parte dos seus colegas de trabalho como bastante reservado, mantendo por vezes um certo ar misterioso, embora ele goste de se divertir, ele não sai com o ‘grupinho de Hollywood’, com exceção da publicidade necessária para promover os seus filmes, evita os refletores e tenta manter a sua vida privada em particular. Também é descrito como sendo inteligente, generoso e uma pessoa que pensa muito, excêntrico porém confiável, incrivelmente dedicado, geralmente se superando, mas com um lado intenso e sério, de acordo com seus amigos e familiares, ele é bondoso, carismático, bem humorado e amável, mas também emotivo e introvertido, que se recusa a discutir os seus problemas até com as pessoas mais próximas. Fãs o descrevem como sendo gracioso, talvez um pouco desconfiado, mas quase sempre dando autógrafos de boa vontade, dando abraços, ou tirando fotos.

Viveu em hotéis, na década de 90, andando de moto e tocando na banda grunge Dogstar, onde foi baixista até ao fim da banda em 2002. Vive em Hollywood, Califórnia, EUA, desde o ano de 2003. Atualmente continua a lutar na pesquisa da cura contra o câncer de forma a também ajudar a curar a sua irmã Kim dessa terrivel doença.

Keanu Charles Reeves nasceu em Beirute, no Líbano. O nome de batismo foi dado em homenagem a um tio bisavô e tem significado poético, Keanu, significa “cool breeze over the mountains” (“Brisa fresca sobre as montanhas”) ou, numa tradução mais fiel ao dialeto havaiano, “The Coolness” (“Frescor” ou “Serenidade”). Tem múltiplas ascendências, inclusive, é descendente de Portugueses, Chineses, Irlandeses e havaianos (por parte de pai e mãe). Avô paterno havaiano Samuel N. Reeves e avó paterna Sarah com ascendência chinesa, seu pai é o geólogo norteamericano Samuel Nowlin Reeves Jr., que se casou com uma corista e também estilista inglesa, tem uma irmã, Kim, também nascida do primeiro casamento, mas na Austrália.

A mãe, Patricia Taylor, trabalhava como dançarina num clube noturno local quando conheceu o pai. Casamento terminado, mudou-se com Keanu e sua irmã Kim para Nova Iorque, em 1969. Casou-se uma segunda vez, com Paul Aaron, diretor na Broadway e foram então para Toronto, no Canadá, onde adquiriram a cidadania. O casamento durou apenas um ano. O ator cresceu nessa cidade. Patricia teria mais dois casamentos, com um promotor de rock, Robert Miller, pai de Karina, meia-irmã, e depois com um dono de um salão de cabeleireiros, Jack Bond. Keanu também tem outra meia-irmã, Emma, um de vários outros relacionamentos de sua mãe.

Patric tornou-se estilista e fez disso sua profissão, fazendo figurinos para artistas como Dolly Parton, Emmylou Harris e David Bowie. Nessa época Patric trabalhava muito para manter os filhos e por diversas vezes os deixava com amigos e babás. Um desses amigos foi o roqueiro Alice Cooper que, durante um tempo, morou na casa de Patric. Contou que Keanu, em criança não se assustava com os tipos estranhos que andavam por sua casa, que adorava ver os ensaios da banda e ficava batendo as maõzinhas no baixo para ouvir o som. Cooper também revelou que muitas vezes se juntava a Keanu para assustar a empregada, em quem jogavam vômito falso.

Experiências diferentes lhe foram dadas pelos vários pais que entraram na família Reeves. Samuel Nowlin Reeves, pai biológico, perdeu contato com Keanu ainda quando ele era criança e depois, em 1992, pagou 2 anos de uma sentença de 10 na prisão por vender heroina num aeroporto do Hawai.

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Não tem um diploma. Frequentou a Escola de Artes de Toronto mas foi expulso antes de terminar o curso. Aos 19 entrou no “Leah Posluns”, uma escola de teatro da comunidade. Através dessa escola conseguiu seu primeiro papel no teatro: Wolfboy, em 1984, estréia profissional no palco. A peça era extremamente forte e audaciosa para a época, com as fotos de Keanu e outro ator em poses mais do que provocantes, viraram sensação em Toronto. Dois anos depois o diretor Rob Lowe chegou ao Canadá para filmar Youngblood, drama sobre hockey.

Chegou em Hollywood, Los Angeles, Califórnia em 1986, com apenas USD 3,000 no bolso, e foi para a casa de seu ex-padrasto Paul Aaron. Nesse mesmo ano, após conseguir o papel de um jovem defeituoso em Juventude Assassina (River’s Edge – 1986), Reeves chamou a atenção de diretores e críticos de performance. Em 1988, teve um acidente sério com a moto, quebrando várias costelas. Com a carreira deslanchando e ganhando um bom dinheiro, Keanu passou a cultivar sua paixão por motocicletas.

Como sempre aparentou menos idade e apesar dos 25 anos, continuava com cara de adolescente, embora já estivesse cansado de interpretá-los. Ele queria partir para filmes que tivessem personagens de sua própria idade. Reeves tornou-se o queridinho dos filmes adolescentes alternativos dos anos 80, tendo se destacado do “brat pack”, grupo de atores “certinhos” que faziam sucesso na época. Um dos mais famosos personagens é o Theodore Logan, o Ted, dos dois filmes da série Bill e Ted. Por um bom tempo foi confundido com o jeito desencanado do garoto. A seguir veio Parenthood, com um grande elenco. Foi durante esse período que conheceu River Phoenix, que viria a se tornar o seu melhor amigo. Trabalhou com grandes diretores: Bertolucci, O Pequeno Buda (Little Buddha – 1993); Coppola, Drácula de Bram Stocker (Dracula / Bram Stoker’s Dracula – 1992) e Van Sant, Garotos de Programa (My Own Private Idaho – 1991).

É conhecido por agir sempre fora dos padrões e, seguindo seu coração, se comprometeu a fazer um projeto de sonho: Hamlet, de Shakespeare. Em uma produção pequena, na cidade de Winnipeg, no Canadá, uma peça dirigida por Lewis Baumander e vários atores desconhecidos. Os ingressos para a peça se esgotaram em questão de dias, com fãs vindo de todos os lugares do mundo (um enorme grupo vindo do Japão surpreendeu a imprensa com sua devoção a Keanu), tornando a peça uma atração turística na cidade. Críticos de todo o país e da Inglaterra também foram a Winnipeg ver Keanu e não dá nem para imaginar a pressão que ele sofreu na época. Corre a história de que até seus agentes se recusaram a ir vê-lo, temendo uma humilhação pública do cliente teimoso, que deveria estar em Hollywood fazendo filmes e não no interior do Canadá em um teatro insignificante. Keanu estreou nervoso, recebeu muitas críticas, mas não desistiu. Foi melhorando até chegar ao ponto que queria. Um dos mais respeitados críticos de teatro da Inglaterra, Roger Lewis, disse que Keanu foi um dos três melhores Hamlets que ele já vira. Disse que Keanu “era Hamlet”: “Keanu personificou a inocência, a fúria esplêndida, a graça animal e a violência emocional que compõem o Príncipe da Dinamarca. Ele é um dos três melhores Hamlets que já vi, por uma simples razão: ele é Hamlet”

Keanu em “John Wick 3”

 

John Wick 3: Parabellum (John Wick: Chapter 3 – Parabellum) – EUA, 2019
Direção: Chad Stahelski
Roteiro: Derek Kolstad, Shay Hatten, Chris Collins, Marc Abrams
Elenco: Keanu Reeves, Halle Berry, Ian McShane, Laurence Fishburne, Anjelica Huston, Saïd Taghmaoui, Mark Dacascos, Lance Reddick, Jerome Flynn, Asia Kate Dillon, Jason Mantzoukas, Boban Marjanović, Robin Lord Taylor
Duração: 131 min.

Show de coreografia nas cenas de ação, tiroteios e um humor quase involuntário. Aqui Keanu Reeves parece ter encontrado definitivamente um novo personagem para a cultura pop depois de Neo em Matrix.

O próprio teor mitológico de John Wick baseia-se em aparências e um jogo de controle presumindo descontrole, como é a noção da Alta Cúpula, controlando os assassinos, e da direção, controlando a ação. As pessoas ao redor do protagonista, que estão dispostas nos tantos cenários propostos, como até mesmo uma Times Square preenchida por cabeças, não são exatamente figurantes a simularem a Times Square como realmente é no nosso mundo. Todos podem ser assassinos – ou seja, personagens posicionados objetivamente pela obra. Esse universo, enquanto criação de artistas, é pautado numa mística própria, que compreende o espetáculo enquanto missão dos seus responsáveis. A mitologia é maior que a realidade – não é à toa que ninguém usa dinheiro nessa franquia, apenas moedas especiais. Esse ar imaginativo e tão conciso curiosamente nos remete à Matrix, em que tudo é pensado para ser um ilusionismo do que é a verdade, do que é natural e não é. John Wick cavalga em meio a carros, a exemplo, situando-nos a um breve anacronismo que só existe para o longa referenciar o gênero como um mar de muitas possibilidades e impossibilidades.

Keanu em Cyberpunk

Em Cyberpunk 2077, Reeves interpretará Johnny Silverhand, guitarrista da icônica banda Samurai (cuja jaqueta é utilizada pelo herói do game, V) e um membro proeminente entre os chamados Rockerboys.

Confira o trailer abaixo:

//www.youtube.com/watch?v=qIcTM8WXFjk

Silverhand é um personagem que já existia no universo de Cyberpunk 207. Por mais que este seja o primeiro jogo da série, a marca surgiu de um popular RPG de mesa, livro e papel, com todo um universo já criado. Ele é mencionado no trailer que foi exibido em 2018, mas a participação de Reeves só foi revelada agora.

Filmografia

2020 Cyberpunk 2077 (Video Game) (post-production) Johnny Silverhand (voice)
2019 Toy Story 4 Duke Caboom (voice)
2019 Meu Eterno Talvez Keanu Reeves
2019 John Wick 3: Parabellum John Wick
2018 Cópias – De Volta à Vida Will Foster
2018 Destination Wedding Frank
2018 Siberia Lucas Hill
2016-2018 Swedish Dicks (TV Series) Tex
– Girls Day! (2018) … Tex
– Till Dicks Do Us Part (2018) … Tex
– Behind Bars (2018) … Tex
– Floyd Cal Who (2018) … Tex
– It Had to Be Lou (2018) … Tex
2017 A Happening of Monumental Proportions Bob
2017 Jerry Cantrell: A Job to Do (Lyric Video) (Video short) Keanu Reeves
2017 John Wick: Um Novo Dia Para Matar John Wick
2017/I O Mínimo para Viver Dr. Beckham
2016 Quantum Is Calling (TV Movie) The One (voice)
2016 Amores Canibais The Dream
2016 Demônio de Neon Hank
2016 Versões de um Crime Ramsey
2016 Keanu: Cadê Meu Gato?! Keanu (voice)
2016 Anyone Can Quantum (Short) Narrator / Keanu Reeves (voice)
2016/III Filha de Deus Detective Galban
2015 Interrogations Gone Wrong (TV Series) Keanu Reeves
– Keanu Reeves Arrested, Interrogated, and Really Pissed Off (2015) … Keanu Reeves
2015/I Bata Antes de Entrar Evan
2014 De Volta ao Jogo John Wick
2013 Extreme Pursuit (Video short) Mr. D
2013 47 Ronins Kai
2013 O Homem do Tai Chi Donaka Mark
2012 Sem Destino John
2010 A Ocasião Faz O Ladrão Henry Torne
2009 Easy to Assemble (TV Series) Vorste Feirron
– The Team Building Event (2009) … Vorste Feirron
2009 The Day the Earth Was Green (Video short)
2009 A Vida Íntima de Pippa Lee Chris Nadeau
2008 O Dia em que a Terra Parou Klaatu
2008 Os Reis da Rua Detective Tom Ludlow
2006 A Casa do Lago Alex Wyler
2006 O Homem Duplo Bob Arctor
2005/II Echo (Short) Narcissus
2005 Constantine John Constantine
2005 Impulsividade Perry Lyman
2005 Ellie Parker Dogstar
2003 Alguém tem que Ceder Julian Mercer
2003 Matrix Revolutions Neo
2003 Kid’s Story (Short)
Neo (English version, voice)
2003 Enter the Matrix (Video Game) Neo (voice)
2003 Matrix Reloaded Neo
2003 Animatrix (Video) Neo (segment “Kid’s Story”) (voice)
2001 Hardball – O Jogo da Vida Conor O’Neill
2001 Doce Novembro Nelson Moss
2000 O Dom da Premonição Donnie Barksdale
2000/I O Observador Griffin
2000 Virando o Jogo Shane Falco
1999 Me and Will Dogstar / Himself
1999 Action (TV Series) Keanu Reeves
– Pilot (1999) … Keanu Reeves
1999 Matrix Neo
1997 Advogado do Diabo Kevin Lomax
1997 Sem Limite Harry
1996 Paixão Bandida Jjaks Clayton
1996 Reação em Cadeia Eddie Kasalivich
1995 Caminhando nas Nuvens Paul Sutton
1995 Johnny Mnemonic, o Cyborg do Futuro Johnny Mnemonic
1994 Velocidade Máxima Jack Traven
1993 O Pequeno Buda Siddhartha
1993 Até as Vaqueiras Ficam Tristes Julian Gitche
1993 Muito Barulho por Nada Don John
1993 Freaklândia: O Parque dos Horrores Ortiz the Dog Boy (uncredited)
1992 Drácula de Bram Stoker Jonathan Harker
1991 Paula Abdul: Rush Rush (Video short) Jeff (uncredited)
1991 Providence Eric
1991 Garotos de Programa Scott Favor
1991 Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo Ted
1991 Caçadores de Emoção Johnny Utah
1990 As Aventuras de Bill & Ted (TV Series) Ted Logan
– A Grimm Story of an Overdue Book (1990) … Ted Logan (voice)
– A Job, a Job, My Kingdom for a Job (1990) … Ted Logan (voice)
– Never the Twain Shall Meet (1990) … Ted Logan (voice)
– When the Going Gets Tough Bill & Ted Are History (1990) … Ted Logan (voice)
– This Babe Ruth ‘Babe’ Is a Dude, Dude (1990) … Ted Logan (voice)
1990 Tia Júlia e o Escrevinhador Martin Loader
1990 Te Amarei Até te Matar Marlon
1989 The Tracey Ullman Show (TV Series) Jesse Walker
– Two Lost Souls (1989) … Jesse Walker
1989 O Tiro que não Saiu pela Culatra Tod
1989 American Playhouse (TV Series) Kip
– Life Under Water (1989) … Kip
1989 Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica Ted Theodore Logan
1988 Ligações Perigosas

Confira esta entrevista com Keanu Reeves falando sobre “John Wick 3, Parabellum”

//www.youtube.com/watch?v=DmVVHPec1Pg

 

 

Bibliografia/Fontes

//www.imdb.com/name/nm0000206/

//pt.wikipedia.org/wiki/Keanu_Reeves#Carreira