Talentoso, exótico e diferenciado: Joaquin Phoenix, o novo Coringa, é um ator marcadamente famoso por papéis estranhos e controversos. Dono de um enorme talento para atuar, ele coleciona nos últimos anos vários personagens de destaque em Hollywood.  O Teoria Geek traz pra você um perfil completo sobre ele.

É irrefutável que Coringa sempre foi um personagem complexo de se adaptar ao cinema, e para Joaquin Phoenix não foi diferente. O ator, que relutou para aceitar o papel, precisou perder 23 quilos, o que, somado à carga dramática do palhaço, afetou-o durante a produção do longa.

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A nova versão da história de origem do Coringa mostra Arthur Fleck, um humorista fracassado que, depois de enfrentar perdas pessoais, decide instaurar o caos na cidade de Gotham. O filme tem direção de Todd Phillips, e no elenco também estão Robert De Niro e Zazie Beetz. Coringa foi recebido com elogios durante o Festival Internacional de Cinema de Veneza.

O Teoria Geek traz pra você a biografia, filmografia e uma análise especial sobre essa grande estrela do cinema.

Biografia

Nome: Joaquin Raphael Phoenix
Data de Nasc.: 28/10/1974.
Paí­s: Porto Rico.
Sobrenome verdadeiro: Bottom.
Pais: John Bottom e Arlyn (Heart)
Irmãos: River, Rain, Liberty e Summer.
River: Joaquin cresceu sob a sombra do irmão mais velho, o ator River Phoenix, que morreu de overdose em 1993, na frente do Viper Room, clube do ator Johnny Depp. Joaquin estava junto e foi quem pediu socorro por telefone. Ele levou um ano para conseguir voltar a sua vida normal.
Cozinha: É vegano desde os 3 anos.
Namoradas: Liv Tyler (1995-1998), Topaz Page-Green (2002-2005), Teuta Memedi (2006-2008), Aria Crescendo (2010), Heather Christie (2012), Allie Teilz (2013-2014), Rooney Mara (2016-presente).

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Cigarro: Fuma (muito) Camel.
Alcoolismo: Em Abril de 2005, Joaquin se internou, por vontade própria, em uma clínica de reabilitação.
Prêmios: Já recebeu três indicações ao Oscar. Como melhor ator coadjuvante por ‘Gladiador’ em 2001, melhor ator por ‘Johnny e June’ em 2006 e melhor atpr por ‘O Mestre’ em 2013. Ganhou em 2006 o Globo de Ouro de melhor ator de comédia/musical por ‘Johnny e June’. Em 2008 ganhou o People’s Choice Awards na categoria ‘Favorite Leading Man’. E já ganhou também outros; San Diego Film Critics Society Awards, National Board of Review Awards, The Internet Movie Awards, Blockbuster Awards, Annual Hollywood Movie Awards, entre outros.
Ativismo: Joaquin Phoenix apoia causas de diversas organizações, algumas delas são Amnesty International, The Art of Elysium, The Peace Alliance, The Lunchbox Fund, PETA, Earthlings, entre outras.

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Leaf, River e Rain não são nomes comuns, mas expressam o passado hippie da família deste astro hollywoodiano. Respectivamente, significam folha, rio e chuva, em inglês. Os três fazem parte da mesma família composta de artistas do cinema. River Phoenix e Leaf Phoenix são os mais conhecidos. O primeiro, morreu de overdose de drogas durante uma festa em uma boate em Los Angeles, em 1993. O segundo continuou sua carreira de ator, mas mudou o nome. Hoje é mais conhecido como Joaquin Phoenix.

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Na verdade, o nome de nascimento é Joaquin, mas para ficar mais parecido com o dos irmãos, aos 4 anos o pequeno escolheu com o pai o nome Leaf. Em alguns filmes do começo de sua carreira, Leaf pode ser lido nos créditos. Entretanto, nos anos 90, o ator decidiu re-adotar o verdadeiro nome.

Seguindo o rastro do irmão mais velho River, Joaquin decidiu ser ator. Desde pequeno, já fazia pequenos comerciais para a televisão. Sua primeira aparição atuando foi em um seriado no qual River trabalhava, ‘Seven Bridges for Seven Brothers’, em 1982. Outro trabalho com o irmão foi em ‘Backwards: The Riddle of Dyslexia’ (1984). Mas o primeiro trabalho de grande exposição para sua carreira foi SpaceCamp – Aventura no Espaço, de 1986.

No final dos anos 80, a família Phoenix mudou-se novamente, seguindo para a Flórida – toda a infância do ator foi nômade, passada em países da América do Sul e Central. Na cidade americana, Joaquin foi chamado pela a Universal Pictures, recém-instalada na Flórida, para participar das filmagens de ‘O tiro que não saiu pela culatra’ (1989). Mesmo com a bem-sucedida participação no filme, Joaquin decidiu se afastar das câmeras, uma vez que estava insatisfeito com o tipo de papéis designados para atores de sua idade.

No mesmo período em que se afastou da carreira artística, os pais de Joaquin estavam se separando e o garoto seguiu com o pai para o México.

Mas os holofotes recaíram sobre ele em 1993, com a morte de seu irmão River. Joaquin estava na mesma festa que ele, e foi o responsável por chamar o socorro pelo telefone (tanto que a gravação do pedido de ajuda de Joaquin foi, depois, transmitida por muitas emissoras americanas). Infelizmente a ajuda chegou tarde e River morreu na porta da danceteria The Viper Room.

Meses depois, ainda abalado pela perda do irmão, Joaquin sucumbiu às insistências dos amigos e voltou a ler alguns roteiros. O ator considera a paixão pelo personagem um dos requisitos mais importantes para uma boa atuação. A escolha de um papel é feita de maneira impulsiva. Mas, segundo o ator, se ele não se apaixonar pela história, não aceita filmar.

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A relutância em aceitar os papéis a ele propostos caiu por terra quando leu o roteiro de ‘Um Sonho sem Limite’ (1995), do diretor Gus Van Sant e estrelado pela australiana Nicole Kidman. Aceitou o personagem e, novamente, sua atuação foi bem recebida pela crítica.

Na sequência, Joaquin rodou ‘Círculo de Paixões’, ‘Reviravolta’ e ‘Pela Vida de um Amigo’. Entretanto, o grande trabalho que o levaria a status de estrela veio com o papel do paranoico imperador romano em ‘Gladiador’. O personagem seria designado a Jude Law, em alta pela atuação em O ‘Talentoso Mr. Ripley’. Só que na mente do diretor Ridley Scott, o papel cabia exatamente para Joaquin, que no final foi o escalado.

Com o sucesso de bilheteria e crítica, e sua boa atuação, Joaquin foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel, além de ser lembrado também no Globo de Ouro.

Em 2013, Phoenix estrelou o filme “Ela”, uma comédia dramática de ficção científica romântica, dirigido por Spike Jonze. Nele, Phoenix interpreta Theodore Twombly, um homem que desenvolve um relacionamento com Samantha (Scarlett Johansson), um sistema operacional inteligente que personifica através de uma voz feminina. O filme teve sua estréia no New York Film Festival em 12 de outubro de 2013. “Ela” teve um total bruto de US$ 47 milhões e recebeu aclamação da crítica generalizada, juntamente com o desempenho de Phoenix.

Em 2014, Phoenix reuniu-se com o diretor Paul Thomas Anderson para o filme “Vício Inerente”, a primeira adaptação de um livro de Thomas Pynchon. Phoenix desempenhou o papel de Doc, um investigador particular hippie tentando ajudar sua ex-namorada a resolver um crime. “Vício Inerente” estreou como peça central no New York Film Festival em 4 de outubro de 2014 e foi lançado nos cinemas dos EUA em 9 de janeiro de 2015. Ele foi recebido com críticas positivas, com muitos críticos elogiando o filme por suas performances de atuação, enquanto alguns foram frustrados por seu enredo complicado, no entanto, ele só arrecadou 11,1 milhões dólares nas bilheterias. Phoenix foi indicado ao seu quinto Globo de Ouro por sua performance.

Phoenix estrelou em 2015 o filme “O Homem Irracional”. Dirigido por Woody Allen, o filme foi exibido fora de competição no Festival de Cinema de Cannes de 2015, recebeu críticas positivas e começou uma versão teatral em 17 de julho de 2015. Ainda em 2015, Phoenix narrou seu segundo documentário para a Nation Earth sobre os direitos dos animais chamado “Unity” que foi lançado em 12 de agosto de 2015.

Em 2017, Phoenix estrelou como Joe, um ex-agente do FBI e veterano da Guerra do Golfo, sofrendo de TEPT no thriller da Amazon Studios, “You Were Never Really Here”, escrito e dirigido por Lynne Ramsay. O filme teve sua estréia mundial em competição no Festival de Cannes. Ele recebeu ampla aclamação da crítica e Phoenix ganhou o prêmio do Festival de Cinema de Cannes de Melhor Ator por sua atuação.

Em 2018, Phoenix estrela como Jesus no filme biográfico “Maria Madalena”, escrito por Helen Edmundson e dirigido por Garth Davis. Interpreta o cartunista John Callahan na cinebiografia “Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot”, que o reunirá com o diretor Gus Van Sant. E estará na adaptação do romance histórico de Patrick deWitt, “The Sisters Brothers”.

Coringa, seu filme mais recente, estreia este ano nos cinemas. A expectativa é grande!

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Fontes

//www.imdb.com/name/nm0001618/bio?ref_=nm_ov_bio_sm

//pt.infobiografias.com/biografia/36793/Joaquin-Phoenix.html

//www.biography.com/actor/joaquin-phoenix

 

Filmografia

2020 Far Bright Star (announced), Napoleon Childs

2019 Coringa, Arthur Fleck / Joker

2018 ILou (Short) , Karl

2018 Os Irmãos Sisters, Charlie Sisters

2018 Maria Madalena, Jesus

2018 A Pé Ele Não Vai Longe, John Callahan

2017 Você Nunca Esteve Realmente Aqui, Joe

2015 O Homem Irracional, Abe Lucas

2014 Vício Inerente, Larry “Doc” Sportello

2013 Ela, Theodore

2013 Era Uma Vez em Nova York, Bruno Weiss

2013 Back Beyond (Video short), Freddie Quell

2012 O Mestre, Freddie Quell

2010 /IEu Ainda Estou Aqui, Joaquin Phoenix

2008 Amantes, Leonard Kraditor

2007 Traídos pelo Destino, Ethan Learner

2007 Os Donos da Noite, Bobby Green

2005 Johnny & June, John R. Cash

2004 Brigada 49, Jack Morrison

2004 Hotel Ruanda, Jack Daglish

2004 A Vila,Lucius Hunt

2003 Irmão Urso, Kenai (voice)

2003 Dogma do Amor John

2002 Sinais Merrill Hess

2001 Guerreiros Buffalo Ray Elwood

2000 Contos Proibidos do Marquês de Sade Coulmier

2000 Gladiador Commodus

2000 Caminho sem Volta Willie Gutierrez

1998: Oito Milímetros, Max California

1998 Clay Pigeons, Clay Bidwell

1998 Pela Vida de um Amigo Lewis McBride

1997 Reviravolta, Toby N. Tucker

1997 Círculo de Paixões, Doug Holt

1995 Um Sonho sem Limites, Jimmy Emmett

1991 Walking the Dog (Short)

1989 O Tiro que não Saiu pela Culatra Garry (as Leaf Phoenix)

1989 Superboy (TV Series) Billy Hercules

Little Hercules (1989) … Billy Hercules (as Leaf Phoenix)

1989 Still the Beaver (TV Series) Kyle Cleaver

Still the New Leave It to Beaver (1989) … Kyle Cleaver (as Leaf Phoenix)

1988 Testemunha Secreta (TV Movie)

Drew Blackburn (as Leaf Phoenix)

1987 Corrida Contra o Tempo Danny (as Leaf Phoenix)

1986 SpaceCamp: Aventura no Espaço Max (as Leaf Phoenix)

1986 Morningstar/Eveningstar (TV Series) Doug Roberts

Taking a Chance on Love (1986) … Doug Roberts (as Leaf Phoenix)

Good Expectations (1986) … Doug Roberts (as Leaf Phoenix)

Episode #1.5 (1986) … Doug Roberts (as Leaf Phoenix)

Episode #1.4 (1986) … Doug Roberts (as Leaf Phoenix)

Episode #1.3 (1986) … Doug Roberts (as Leaf Phoenix)

1986 Alfred Hitchcock Presents (TV Series) Pagey Fisher

A Very Happy Ending (1986) … Pagey Fisher (as Leaf Phoenix)

1985 Anything for Love (TV Movie) Timmy Bailey (as Leaf Phoenix)

1985 Kids Don’t Tell (TV Movie) Frankie (as Leaf Phoenix)

1984 Assassinato por Escrito (TV Series) Billy Donovan

We’re Off to Kill the Wizard (1984) … Billy Donovan (as Leaf Phoenix)

1984 Hill Street Blues (TV Series) Daniel

The Rise and Fall of Paul the Wall (1984) … Daniel (as Leaf Phoenix)

1984 Duro na Queda (TV Series) Kid

Terror U. (1984) … Kid (as Leaf Phoenix)

1984 ABC Afterschool Specials (TV Series) Robby Ellsworth

Backwards: The Riddle of Dyslexia (1984) … Robby Ellsworth (as Leaf Phoenix)

1983 Six Pack (TV Movie) Tad Akins (as Leaf Phoenix)

1983 Mr. Smith (TV Series) – Mr. Smith Goes Public (1983) … (as Leaf Phoenix)

1982 Seven Brides for Seven Brothers (TV Series)

Travis – Christmas Song (1982) … Travis (as Leaf Phoenix)

Fonte:

//www.imdb.com/name/nm0001618/?ref_=nmbio_bio_nm

Abaixo você encontrará uma leitura muito interessante sobre o nível de atuação de Phoenix. O jornal El País, em artigo sobre suas atuações em relação a personagens lunáticos, disse:

Sua atração pelos personagens tortos e/ou lunáticos (O Mestre, Paul Thomas Anderson, 2012) alimenta uma imagem inquietante que faz com que Joaquin não seja o tipo de ator de quem você se aproximaria para pedir uma foto. “Gosto do humor acima de tudo, não passo o dia batendo a cabeça na parede e chorando”, diz tentando nos convencer. Mas é difícil acreditar conhecendo sua defesa do método (manter-se no personagem também atrás da câmera) e do consequente colapso de sua vida pessoal toda vez que roda um filme. A cada novo personagem, Joaquin aprende uma forma de funcionar no mundo, o que lhe deixa imprestável ao sair do personagem.

A busca do castigo e da redenção é uma constante em seus personagens (Johnny & June, James Mangold, 2005), animais sociopatas que se relacionam com outros seres humanos apenas porque habitam o mesmo planeta. Há algo doloroso no olhar de Joaquin que o impede de encarnar a segurança do “tudo vai dar certo” tão bem transmitidos por Harrison Ford ou Tom Hanks. Suas emoções sempre parecem decompostas, podres, graças a uma sociedade que nunca parou de lhe dar a oportunidade de se integrar. Poucas cenas manifestam a dificuldade de se relacionar de Joaquin quanto o delirante vídeo no qual Miley Cyrus (demonstrando como já era extravagante há 6 anos) leva Joaquin a colaborar com um site de prevenção de suicídio. Observe-se como Joaquin mal respira ou pisca durante a incômoda conversa. Em uma nova faceta de sua complexidade, Joaquin só atua mal quando tenta ser ele mesmo.

Quando parecia preso a personagens perturbados, demonstrou a luminosidade mais terna da década em Her (Spike Jonze, 2013). Um homem comum (na medida em que pode ser comum alguém apaixonado por um sistema operacional que não é o da Apple), herói romântico da mediocridade mais cinzenta nessa metáfora de tantas coisas que esse Joaquin Phoenix insólito nos trouxe. Foi Her que alçou Phoenix ao posto de melhor ator de nosso tempo. Um Joaquin Phoenix que sorria sinceramente, e desta vez não por alguma desgraça alheia. Sem cinismo, só amor.

Fonte: //brasil.elpais.com/brasil/2015/09/23/cultura/1443004824_309533.html

Bom galera, por hoje foi isso. Espero que tenham curtido as informações apresentadas sobre Phoenix. Valeu!

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