Poucos spin-offs conseguem fazer tanto sucesso, ao ponto de ganhar uma nova extensão. Felizmente, esse aqui manteve o elevado nível apresentado pela intrigante obra anterior.
| Título: Berlim e a Dama com Arminho |
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| Ano de Produção: 2025 |
| Dirigido Por: Álex Pina e Esther Martínez Lobato |
| Estreia: 2026 |
| Duração: 8 episódios |
| Classificação: 16 anos |
| Gênero: Drama |
| País de Origem: Espanha |
| Sinopse: Sedento por um novo golpe, Berlim reúne a gangue em Sevilha e transforma um duque ambicioso em vítima do próprio plano: roubar uma obra-prima de Leonardo da Vinci. |
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Proposta Afrontosa
Ansioso por um novo assalto monumental, o impulsivo Andrés de Fonollosa (Pedro Alonso) volta os olhos para o acervo do abastado Duque de Málaga (José Luis García Pérez). Porém, acaba sendo descoberto pelo nobre, um inesperado fã das apropriações criminosas dele e de sua trupe.
Durante o coercitivo encontro da dupla, contudo, o notório gatuno recebe uma proposta bastante inusitada: roubar o valioso quadro Dama com Arminho, do consagrado pintor italiano Leonardo da Vinci.
Obviamente, tal alvitre, apresentado em tom de ameaça, mexe com os brios do temperamental larápio. Cuja mente brilhante passa a maquinar um modo de se vingar, da maneira mais impiedosa possível.
Velhos Conhecidos
Visando tirar do papel tão almejada retaliação, faz-se necessário reunir a equipe responsável pelo grandioso roubo realizado em Paris. Todavia, inúmeros problemas pessoais atrapalham a tênue harmonia do grupo.
Um exemplo disso, é o clima deveras hostil entre o ex-casal Cameron (Begoña Vargas) e Roi (Julio Peña), assim como as traições frequentes dos ainda juntos Keila (Michelle Jenner ) e Bruce (Joel Sánchez). Nada comparável, entretanto, à enorme carência emocional do sempre exagerado Damián Vázquez (Tristán Ulloa).
Percalços os quais eles precisam suplantar, caso desejem realmente transpor as barreiras no caminho e alcançar o audacioso objetivo final. Mesmo que isso coloque a vida de um ou mais membros em risco!
Paixão Inflamável
Não bastasse tamanho turbilhão de emoções, inerente ao planejamento das ações e à gestão da conturbada quadrilha, o protagonista ainda decide se envolver com um verdadeiro vulcão em forma de mulher: a arrebatadora Candela (Inma Cuesta).
Embarcando na imensa repercussão positiva da primeira produção derivada, Berlim e a Dama com Arminho proporciona aos espectadores cenas dramáticas e guinadas de fato interessantes. Mas, infelizmente, peca pela extrema previsibilidade empregada nas conclusões.
Os quesitos técnicos, por outro lado, são o ponto alto da trama. Afinal, entregam linda fotografia, belíssimos cenários, ótima maquiagem, figurinos excelentes, insinuante trilha sonora, efeitos especiais dignos e fantásticas atuações do magnético elenco.
Apesar dos diversos momentos de enrolação, totalmente dispensáveis, podemos dizer que a série propicia uma experiência imersiva intensa a quem assiste, tal qual conexão instantânea junto aos novos personagens. Fora, claro, o êxtase ao rever algumas caras conhecidas de outras artimanhas.
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