Demorou, mas chegou! A tão aguardada conclusão da aclamada série do Amazon Prime jaz entre nós, porém não da maneira ou no nível esperado pelos fãs.

Ficha Técnica
Título: Belas Maldições (Good Omens)
Ano de Produção: 2025
Dirigido Por: Rachel Talalay
Estreia: 2026
Duração: 1 episódio
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia, Fantasia
País de Origem: Estados Unidos
Sinopse: Aziraphale, agora Arcanjo Supremo, busca a ajuda de Crowley quando os planos para a Segunda Vinda têm um desenvolvimento surpreendente e perigoso. O anjo e o demônio conseguirão reconciliar suas diferenças antes que seja tarde demais?

 

Conexão Eterna

Apesar da dolorosa separação ocorrida no desfecho da leva anterior de episódios, os extremamente longevos companheiros Aziraphale (Michael Sheen) e Crowley (David Tennant) se veem perante uma terrível ameaça que requer ambos juntos outra vez.

Afinal, depois do desaparecimento da maior autoridade do Céu, o poderoso Metatron (Derek Jacobi), coisas deveras estranhas começam a acontecer tanto na dimensão superior, quanto no próprio Inferno.

Exatamente por isso, a dupla formada pelo demônio renegado e o agora Arcanjo Supremo parte numa nova missão, visando descobrir quem roubou o inestimável Livro da Vida. Relíquia a qual, se usada com intuitos nefastos, pode resultar na aniquilação de toda a existência.

Salvador Inócuo

No meio dessa descomunal confusão, surge também uma figura absolutamente inusitada, cuja função seria trazer o epílogo dos tempos. Estou falando, claro, de Jesus Cristo (Bilal Hasna) em pessoa.

Contudo, a prenunciada volta do célebre Messias, não sai exatamente conforme os representantes celestes imaginavam. Fugindo ele para a Terra, onde mergulha numa pequena jornada introspectiva, na intenção de entender melhor os humanos.

Tal aparição, entretanto, fica em segundo plano conforme a linha principal da narrativa avança. Tornando um personagem antes promissor, totalmente inútil no que concerne ao desenvolvimento da trama.

Barganha Divina

Quase no apagar das luzes, temos ainda o aparecimento dos dois grandes expoentes opostos do universo: Deus (Tanya Moodie) e Satã (Toby Jones). Presenças marcantes na reta derradeira dos dramáticos eventos, de fato, a despeito do pouco tempo em tela.

É tão triste quando vemos uma produção desse calibre ser concluída às pressas, sem a devida calma para explorar o enredo como deveria. Um gigantesco desrespeito aos aficionados! Pois, mesmo tendo momentos bastante interessantes, a sensação geral de quem assiste é que ficou faltando abordar muita coisa.

Os quesitos técnicos, por outro lado, mantêm o padrão de Belas Maldições lá em cima. Caprichando nos efeitos especiais, nos cenários, na trilha sonora, na icônica abertura, nos figurinos, na maquiagem e o estrelado elenco entregando atuações extraordinárias.

Infelizmente, passa longe de ser o suficiente para compensar algumas falhas graves provocadas pela correria da história. Casos dos cortes de personagens secundários cativantes e dos ambientes sempre muito vazios, causando a falsa impressão de vislumbrar uma peça teatral ao invés de um seriado televisivo. Decerto, uma baita decepção!

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