Esqueça dragões já conhecidos e varinhas consagradas: a Apple TV+ decidiu mirar mais alto (e mais fundo) ao adquirir os direitos do Cosmere, o gigantesco universo literário criado por Brandon Sanderson.
O acordo, descrito como milionário pela imprensa internacional, coloca a plataforma no centro da próxima grande aposta da fantasia épica para cinema e TV.
E não estamos falando de um livrinho isolado, não. O Cosmere é um multiverso literário que conecta mais de 20 obras com mitologia própria, sistemas de magia complexos e fãs tão devotos quanto estudiosos de runas élficas.
O plano da Apple: filmes + séries + paciência (ufa!)
Segundo informações do The Hollywood Reporter, os primeiros projetos na fila já estão definidos: Mistborn deve virar franquia cinematográfica e The Stormlight Archive está sendo pensada como série de TV de longo fôlego.
Ou seja: nada de atropelar lore ou condensar livros de mil páginas em duas horinhas corridas. A ideia é construir um universo com calma, algo que fãs de fantasia aprenderam a exigir depois de traumas coletivos.
Sanderson no controle: aqui o autor manda

E aqui está o detalhe que faz os fãs respirarem aliviados: Brandon Sanderson não vendeu o Cosmere e saiu correndo.
Pelo acordo, o autor atua como roteirista, é produtor, participa como consultor e, pasme, tem poder de veto criativo.
Pois é… Em Hollywood, isso é quase tão raro quanto magia funcionando com regras claras. Nem criadores de franquias gigantescas como Harry Potter ou Game of Thrones tiveram esse nível de controle nas adaptações.
“Vai ser maior que Harry Potter e Game of Thrones?”
Calma, jovem leitor. Aqui entra o freio narrativo.
A comparação que circula nas manchetes é hiperbólica e até agora, opinião, não fato. O que dá pra afirmar com segurança é que o Cosmere tem material, escala e complexidade para sustentar uma grande franquia e a Apple está disposta a investir pesado e pensar no longo prazo.
No entanto, superar fenômenos culturais consolidados por décadas ainda é uma incógnita, não uma profecia.
Potencial? Tem de sobra. Coroa? Ainda não.
Por que isso importa (e muito)
Se o plano der certo, estamos falando do nascimento de um novo universo compartilhado de fantasia com filmes, séries e histórias interligadas respeitando o material original (aleluia!).
Além disso, teremos um autor que sabe exatamente onde quer chegar.
Por isso, não é exagero dizer que a Apple pode estar tentando criar o seu próprio “universo definitivo”, algo que vá além de uma série de sucesso isolada.
O Cosmere despertou
Enfim, ainda é cedo para gritar “fenômeno histórico”, mas uma coisa já está clara:
o Cosmere acordou para o audiovisual do jeito certo: com planejamento, respeito ao autor e ambição real.
Agora é esperar… e torcer para que a magia funcione também fora das páginas.
E você: começaria por Mistborn ou encararia The Stormlight Archive sem medo?
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