O rock perdeu um de seus arquitetos silenciosos. Mick Abrahams, guitarrista fundador do Jethro Tull, morreu aos 82 anos. A informação foi confirmada oficialmente pela banda e só veio a público dias depois, o que levantou dúvidas entre fãs e veículos de imprensa.
Mas calma: não foi descuido, nem mistério mal resolvido. Já explicamos.
Por que a notícia só veio agora?
Embora Mick Abrahams tenha falecido no dia 19 de dezembro, a confirmação pública ocorreu apenas nesta semana, após a família e a banda optarem por um período inicial de discrição.
Segundo o comunicado oficial do Jethro Tull, a decisão respeitou a privacidade dos familiares, o estado de saúde delicado que Abrahams enfrentava há anos e o desejo de anunciar o falecimento de forma cuidadosa, sem alarde.
Ou seja, não houve atraso jornalístico, mas sim um intervalo deliberado antes da confirmação pública: prática comum em casos envolvendo artistas históricos.
Um começo intenso e um fim honrado
Mick Abrahams vinha lidando com problemas de saúde progressivos ao longo dos últimos 15 anos, segundo informações divulgadas pela própria banda. A causa específica da morte não foi detalhada, o que também segue o desejo da família.
Em nota, Ian Anderson, vocalista e flautista do Jethro Tull, prestou uma homenagem elegante, destacando o respeito mútuo que permaneceu mesmo após a saída de Abrahams do grupo.
Nada de rancor. Apenas história.
Relembre sua trajetória
Esse icônico artista talvez não tenha ficado décadas sob os holofotes, mas seu impacto está cravado no DNA do rock britânico. Aqui vai um resumo do que ele construiu:
Jethro Tull (1967–1968)

- Co-fundador da banda ao lado de Ian Anderson, em Blackpool, Inglaterra.
- Participou do álbum de estreia “This Was” (1968), disco com forte influência de blues e jazz-rock.
- Saiu do grupo por divergências criativas: enquanto Anderson apontava para o experimentalismo progressivo, Abrahams defendia raízes mais blueseiras.
Bloodwyn Pig (1968–1970)

- Após deixar o Jethro Tull, fundou a banda Bloodwyn Pig.
- Lançou álbuns cultuados como “Ahead Rings Out” e “Getting to This”.
- O grupo ganhou status de culto entre fãs de blues rock pesado.
Carreira solo e legado
- Seguiu carreira com a Mick Abrahams Band, mantendo o foco no blues e no rock tradicional.
- Embora menos midiático, permaneceu respeitado como um músico de essência, daqueles que deixam marca sem precisar de espetáculo.
Um fundador não se apaga
Por fim, Abrahams ajudou a acender a fagulha que viria a se tornar um dos nomes mais importantes do rock progressivo. Mesmo tendo seguido outro caminho, sua guitarra está lá no ponto zero da história.
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