O mundo acaba de perder mais do que um músico. Jimmy Cliff, ícone absoluto do reggae, ator carismático e embaixador cultural da Jamaica para o planeta inteiro, faleceu aos 81 anos.

A notícia foi confirmada por sua esposa, Latifa Chambers, que revelou que Cliff sofreu uma convulsão seguida de pneumonia, complicações que o levaram à morte. A informação foi divulgada pela família para a imprensa internacional e confirmada por agências sérias como Associated Press e Reuters.

E assim, o reggae perde um de seus pilares — não “o segundo depois de Marley”, mas um artista que abriu portas, derrubou muros e espalhou mensagens de esperança por décadas.

Um artista que guiou o reggae às rádios do mundo

Jimmy Cliff nasceu em 1944, em St. James, Jamaica e começou cedo na música, ainda adolescente. Mas seu impacto só cresceu ao longo dos anos 60 e 70, quando ele se tornou um dos responsáveis por levar o reggae ao mainstream internacional.

Além disso, foi ele quem ajudou o mundo a entender que o reggae não era apenas música — era história, cultura, espiritualidade, resistência e identidade jamaicana.

Seu repertório é daqueles que atravessam gerações:

  • “You Can Get It If You Really Want”
  • “I Can See Clearly Now”
  • “Many Rivers to Cross”
  • “Wonderful World, Beautiful People”

Pois é… Canções que falam sobre força, fé, paciência, luta e otimismo — tudo isso com aquele brilho vocal inconfundível e uma musicalidade que levava a Jamaica a qualquer lugar onde tocasse.

O cinema também deve muito a Jimmy Cliff

Jimmy Cliff não brilhou só nos palcos: ele brilhou nas telas. Em 1972, protagonizou The Harder They Come — um marco tão gigante que ajudou a abrir as portas culturais da Jamaica e do reggae para o mundo.

No papel do aspirante a músico Ivanhoe Martin, Cliff trouxe força, vulnerabilidade e crítica social em uma estrutura cinematográfica que mudou tudo.

Assim, o filme ganhou status cult, virou símbolo da identidade jamaicana e é citado até hoje como uma das maiores interseções entre música, cinema e política cultural.

Por isso, para muitos críticos, o reggae se tornou global ali, com Cliff como rosto e voz desse movimento.

Um ícone ativo até o fim

Ademais, o astro nunca parou: continuava fazendo shows, lançando músicas, gravando colaborações e inspirando artistas ao redor do planeta.

Além disso, ele foi indicado ao Rock and Roll Hall of Fame, recebeu ordens honoríficas na Jamaica e se manteve como figura ativa na vida cultural e musical de seu país.

Mesmo aos 81 anos, era uma presença vibrante — querido pelos fãs, respeitado pelos colegas e reverenciado pelos estudiosos da música.

Reações ao redor do mundo

Desde o anúncio da morte, músicos, cineastas e personalidades têm deixado homenagens emocionadas destacando sua generosidade, seu espírito leve, sua força artística e seu papel crucial na consolidação da música jamaicana.

Por isso, para muitos, ele foi — e continuará sendo — uma luz, como ele mesmo cantava em I Can See Clearly Now.

Um legado para nunca ser esquecido

Ele não foi apenas um cantor: foi um mensageiro. Seu impacto atravessou fronteiras, idiomas, religiões e estilos musicais.

Dessa forma, ele deixa uma obra permanente, indestrutível — viva no reggae, no cinema, nos palcos, nas rádios, no streaming e nos corações de quem aprendeu com ele que: “Se você realmente quiser, você consegue.”

E essa mensagem segue ecoando, mesmo agora, em silêncio. Jimmy Cliff se vai.
Mas sua música permanece eterna.

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