O riso brasileiro perdeu hoje uma de suas figuras mais tradicionais. Morreu, aos 83 anos, o humorista Roberto Marquis, conhecido por dar vida ao Guarda Juju em A Praça é Nossa.

Pois é… Um daqueles personagens que atravessaram décadas e continuavam funcionando como se o tempo não tivesse passado.

Sem precisar reinventar o humor, sem depender de tendência. Só com timing, presença e carisma.

O humor como linguagem universal

Roberto Marquis nasceu em 30 de março de 1942 e construiu uma carreira multifacetada ao longo de mais de seis décadas.

Natural de São Paulo, ele alcançou a fama nacional nos anos 60 com o personagem Teobaldo e o icônico bordão “Boko Moko”, mas consolidou sua carreira no SBT como o atrapalhado Guarda Juju em A Praça é Nossa, papel que desempenhou por quase três décadas.

Com um talento que ia além do humor físico, Marquis também emprestou sua voz a clássicos da dublagem, como o Curly de Os Três Patetas, e dedicou-se à música e ao cinema, deixando um legado de mais de 50 anos devotados ao entretenimento popular.

Relembre sua trajetória

Diferente de atores de novela, a trajetória de Roberto Marquis não é marcada por uma longa lista formal de obras catalogadas.

  • 1962 — TV Tupi (início da carreira): seus primeiros passos na televisão aconteceram na extinta TV Tupi, um dos berços da TV brasileira.
  • Anos 60 e 70 publicidade e nascimento de Teobaldo: foi nesse período que surgiu Teobaldo, personagem criado a partir de campanhas publicitárias e que se tornaria uma de suas marcas registradas.
  • 1968 a 1972 — dublagem: trabalhou como dublador em São Paulo, ampliando seu domínio vocal e cômico, habilidades que mais tarde fariam diferença na TV.
  • Anos 80 em diante — A Praça é Nossa: foi no programa A Praça é Nossa que Roberto Marquis se tornou um nome nacional. Ali, interpretou personagens que ficaram marcados na memória do público:

Guarda Juju — seu papel mais icônico

Tanaka — humor baseado em choques culturais

Teobaldo — personagem que atravessou diferentes fases da carreira

No banco da praça, ele fez o que poucos conseguem: criar personagens que sobrevivem ao tempo.

Um humor que não precisava de esforço

Pois é… Roberto Marquis fazia parte de uma geração que dominava o essencial: o tempo da piada, a construção do personagem e a conexão com o público.

Em outras palavras, era o humor que funcionava no silêncio entre uma fala e outra. No olhar, ou no jeito; sem exagero, nem pressa.

O fim de uma presença familiar

Enfim, a morte de Roberto Marquis marca mais um capítulo no fim de uma geração que ajudou a construir o humor brasileiro na televisão aberta.

Uma geração que veio do teatro, da dublagem e da publicidade; se consolidou na TV e criou personagens que viraram memória coletiva.

Por isso, ele não foi só mais um humorista, foi parte de uma estrutura que sustentou o riso de milhões de brasileiros por décadas. E isso… não se substitui.

 

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