Depois de 30 anos solucionando crimes que deixariam qualquer seguradora em estado de emergência, Conan encontrou um mistério capaz de ameaçar não apenas uma família rica reunida numa mansão, mas toda a economia japonesa.
Detective Conan: 30-gō Satsujin Jiken será exibido em 25 de setembro, às 21h, pela Nippon TV. Com uma história inédita ocupando o bloco de duas horas do Friday Road Show, o especial comemorativo colocará o pequeno detetive diante de notas falsas, assassinato e uma crise nacional.
Finalmente alguém percebeu que o maior risco econômico do Japão não era o garoto de óculos aparecer perto de outro cadáver.
O iene entrou na lista de suspeitos

A confusão começa quando o Japão lança uma nova nota de 10 mil ienes estampada com a fictícia Torre Tōto. Enquanto Conan, o Grupo de Jovens Detetives, professor Agasa, Ran e Sonoko visitam uma fábrica do Departamento Japonês de Impressão de Cédulas, uma nota falsa é encontrada na cena de um assassinato.
O problema é que a falsificação se mostra praticamente indistinguível do dinheiro verdadeiro. Com a circulação das notas provocando pânico, Conan e Heiji seguem até Osaka, onde a quadrilha pode ter instalado sua gráfica clandestina. O caso reunirá investigadores e policiais de diferentes regiões num dos maiores encontros de personagens já promovidos pelo anime.
Segundo a sinopse divulgada pela Nippon TV, a ameaça ultrapassará os limites de um crime comum e colocará o país inteiro em risco. Nada mal para uma criança que oficialmente ainda deveria estar preocupada com a tabuada.
Quase um filme, só faltou cobrar ingresso
O projeto será o primeiro especial televisivo inédito de duas horas da franquia em aproximadamente uma década. O anterior foi Episode “ONE”: O Grande Detetive que Encolheu, exibido em 2016.
A direção ficará com Nobuharu Kamanaka, enquanto Takeharu Sakurai assina o roteiro. A produção permanece nas mãos da TMS Entertainment, estúdio que acompanha Conan durante seus 30 anos de investigações, explosões e adultos incapazes de estranhar a presença recorrente do mesmo estudante do primário em cenas de homicídio.
De acordo com Sakurai, o especial foi pensado como uma celebração capaz de reunir o maior número possível de personagens regulares. A falsificação monetária surgiu justamente como uma forma de envolver policiais espalhados por diferentes partes do Japão, enquanto o horário especial permitiu combinar mistério televisivo com ação em escala cinematográfica.
O trailer oficial já apresenta o tamanho da operação e a nova cédula que transformará o sistema financeiro japonês numa gigantesca cena do crime. Contudo, ele ainda não está disponível no Brasil.
A perícia confirmou: a convidada é verdadeira
Elaiza Ikeda fará sua estreia como dubladora interpretando Tōko Satomi, especialista em análise documental do Instituto Nacional de Pesquisa de Ciência Policial. Caberá à personagem examinar o dinheiro encontrado com a vítima e confirmar que as notas são falsificações quase perfeitas.
A atriz, curiosamente, nasceu em 1996, mesmo ano em que o anime começou a ser exibido. Portanto, enquanto Conan se recusava a envelhecer por três décadas, Ikeda cresceu, construiu uma carreira e ainda conseguiu entrar na história antes que o protagonista terminasse o ensino fundamental.
Além dela, as apresentadoras Natsumi Kawade, da Nippon TV, e Hina Masuda, da Yomiuri TV, participarão como jornalistas dentro do episódio.
O Brasil continua sem uma pista
Por enquanto, a exibição está confirmada apenas para a televisão japonesa. Não existem informações oficiais sobre transmissão simultânea, lançamento em streaming no Brasil, legendas ou dublagem em português.
Ainda assim, a data japonesa permanece distante o suficiente para que alguma plataforma encontre a pista, siga o suspeito e anuncie a distribuição internacional antes de 25 de setembro.
A nota pode ser falsa, mas o especial é bastante real. Conan terá quase duas horas para impedir que a economia japonesa seja impressa em papel duvidoso. Agora, descobrir por que ninguém desconfia do menino presente em uma quantidade estatisticamente absurda de assassinatos continua sendo o único caso que nem o melhor detetive do Japão parece interessado em solucionar.
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