Durante anos, entrar nas Backrooms significava atravessar uma falha na realidade e cair num labirinto interminável de paredes amarelas, carpetes suspeitos e lâmpadas que provavelmente violam algumas normas de saúde mental.
Agora existe uma saída… Ou pelo menos um botão de play.
Backrooms chega à HBO Max nos Estados Unidos em 25 de setembro, encerrando mais uma etapa da trajetória de um dos fenômenos mais improváveis do terror recente. Depois dos cinemas e do lançamento digital, o longa dirigido por Kane Parsons finalmente entra em um serviço por assinatura.
Pois é… Nada mal para uma história que começou com uma imagem estranha perdida na internet.
Do 4chan para quase US$ 400 milhões

A origem das Backrooms remonta a 2019, quando uma imagem de um espaço amarelo e aparentemente infinito circulou no 4chan acompanhada de um pequeno texto sobre cair acidentalmente para fora da realidade.
Parsons encontrou aquela ideia e, em 2022, lançou no YouTube o primeiro curta de sua própria versão do universo. O vídeo viralizou rapidamente e deu origem a uma série que misturava horror analógico, espaços liminares e ficção científica. O próprio diretor contou à A24 que começou a receber contatos da indústria menos de um mês depois.
Quatro anos mais tarde, ele estava dirigindo a adaptação cinematográfica.
A internet realmente é um lugar estranho: às vezes você publica um meme; às vezes ele vira um filme de US$ 396,5 milhões.
A24 encontrou seu maior tesouro nas paredes amarelas
O sucesso foi muito além das expectativas.
Backrooms ultrapassou Marty Supreme e tornou-se o filme de maior bilheteria da história da A24, além de ser o primeiro lançamento do estúdio a passar dos US$ 200 milhões mundialmente. O resultado final acabou chegando perto dos US$ 400 milhões.
O longa é estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve. A história acompanha a descoberta de uma passagem estranha no porão de uma loja de móveis, porta de entrada para a dimensão labiríntica que tornou o conceito famoso online. Parsons dirigiu, enquanto Will Soodik assina o roteiro.
Ou seja, aquele lugar que parecia projetado para ninguém encontrar a saída acabou encontrando algo muito mais difícil:
o público mainstream.
O horror da internet deixou de ser brincadeira barata
Talvez esse seja o ponto mais interessante da história.
Durante muito tempo, produções nascidas em creepypastas, ARGs e vídeos independentes da internet eram tratadas como curiosidades de nicho, normalmente associadas a orçamento baixo e circulação limitada.
Backrooms atravessou essa barreira.
Kane Parsons transformou o conceito em linguagem própria no YouTube, ganhou o respaldo de produtores como James Wan e levou a ideia para uma produção da A24 sem abandonar completamente suas raízes digitais. O próprio cineasta já afirmou que pretende continuar explorando esse universo e que existem novos projetos em desenvolvimento.
O labirinto, portanto, pode até parecer infinito porque alguém realmente pretende continuar construindo corredores.
E o Brasil? Ainda sem placa indicando a saída
Aqui precisamos colocar uma fita amarela no corredor.
O anúncio repercutido por Variety confirma Backrooms na HBO Max em 25 de setembro nos Estados Unidos. Até agora, não localizei uma confirmação oficial equivalente da HBO Max Brasil estabelecendo a mesma data para o catálogo nacional.
Portais brasileiros têm reproduzido 25 de setembro como data geral, mas, sem comunicado local do serviço, o mais seguro é não assumir lançamento simultâneo.
Portanto, por enquanto:
- Estados Unidos, confirmado.
- Brasil, ainda perdido no corredor.
A saída era o streaming o tempo todo
Existe algo deliciosamente apropriado em Backrooms terminar essa etapa justamente dentro de uma plataforma digital.
A ideia nasceu na internet; Kane Parsons transformou aquilo em vídeos no YouTube; a A24 colocou o fenômeno nas telas gigantes e o público respondeu com quase US$ 400 milhões.
Agora o filme volta para casa, só que desta vez instalado confortavelmente num catálogo de streaming.
Talvez as Backrooms nunca tenham realmente precisado de uma saída… Só precisavam de distribuição.
Em 25 de setembro, pelo menos nos Estados Unidos, as paredes amarelas estarão a um clique de distância.
Só recomendamos não fazer noclip pelo sofá.
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