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A fita chegou ao fim | Daveigh Chase, a eterna Samara de O Chamado parte aos 35 anos

Daveigh Chase, atriz que emprestou sua voz a Lilo em Lilo & Stitch e deu vida à inesquecível Samara Morgan em O Chamado, morreu hoje  aos 35 anos.

Segundo informações divulgadas por Roy Hernandez, namorado da atriz, ela sofria de meningite e de graves infecções sanguíneas, que evoluíram para um quadro de sepse, levando a complicações fatais.

Ademais, a notícia comoveu fãs ao redor do mundo e reacendeu a lembrança de uma artista que, ainda muito jovem, conseguiu deixar sua marca em alguns dos personagens mais emblemáticos dos anos 2000.

Pois é… É difícil imaginar duas personagens mais diferentes entre si.

Afinal, de um lado, estava uma garotinha havaiana apaixonada por Elvis Presley, pelo conceito de “ohana” e por um alienígena azul extremamente bagunceiro. Do outro, uma menina de cabelos negros e olhar assustador que traumatizou uma geração inteira ao sair de uma televisão.

Seja arrancando sorrisos ou provocando pesadelos, Daveigh fez parte da infância e dos sustos de toda uma geração.

Uma infância diante das câmeras

Daveigh Elizabeth Chase nasceu em 24 de julho de 1990, em Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos. Ainda criança, mudou-se com a família para o Oregon, onde começou a participar de concursos de talentos e apresentações musicais.

Dessa forma, seu talento chamou atenção rapidamente, e no final da década de 1990 ela começou a aparecer em comerciais e pequenos trabalhos na televisão, abrindo caminho para uma carreira que a levaria a Hollywood.

A garota que ensinou o significado de “ohana”

Em 2002, a atriz conquistou o mundo ao dar voz à pequena Lilo Pelekai, protagonista de Lilo & Stitch.

A personagem se tornou um fenômeno da Disney e fez da frase “ohana significa família” uma das mais lembradas da cultura pop. A atuação de Daveigh foi tão elogiada que lhe rendeu um prêmio Annie, considerado um dos mais importantes da animação.

Mas aquele mesmo ano reservaria outro papel que a tornaria inesquecível.

Sete dias que mudaram o terror

Também em 2002, a atriz apareceu em O Chamado, interpretando Samara Morgan, a menina envolta em mistérios ligada à fita amaldiçoada.

Mesmo aparecendo em poucos minutos do filme, Samara se transformou em um dos maiores ícones do terror moderno. Mais de vinte anos depois, basta ouvir “sete dias” para muita gente lembrar imediatamente da personagem.

Relembre sua trajetória

  • 2001 — Donnie Darko: interpretou Samantha Darko, a irmã mais nova do protagonista vivido por Jake Gyllenhaal. O filme se tornou um clássico cult da ficção científica.
  • 2001 — A Viagem de Chihiro (dublagem americana): na versão em inglês da obra-prima de Hayao Miyazaki, deu voz à protagonista da animação vencedora do Oscar, Chihiro Ogino.
  • 2002 — Lilo & Stitch: deu vida à pequena Lilo Pelekai, havaiana apaixonada por Elvis Presley e pelo conceito de “ohana”. Se tornou uma das personagens mais queridas da Disney.
  • 2002 — O Chamado: interpretou Samara Morgan, a assustadora menina ligada à fita amaldiçoada redefiniu o terror dos anos 2000.
  • 2005 — O Chamado 2: retornou ao papel que a transformou em um ícone do gênero.
  • 2006–2011 — Big Love: interpretou Rhonda Volmer, uma adolescente manipuladora e problemática em uma das séries mais elogiadas da HBO.
  • 2009 — S. Darko: retornou à personagem apresentada em Donnie Darko, agora como protagonista.
  • 2013 — American Romance:  um dos últimos trabalhos importantes de sua carreira no cinema, onde fez Krissy Madison.

Ohana significa família… e memórias que ficam para sempre

Talvez poucas atrizes tenham vivido uma coincidência tão curiosa quanto Daveigh Chase.

Afinal, ela foi responsável por uma das mensagens mais bonitas da Disney e, ao mesmo tempo, por alguns dos maiores pesadelos do cinema moderno.

Embora sua carreira seja relativamente curta, seus personagens sobreviveram ao tempo. Para alguns, ela será sempre a voz de Lilo. Para outros, será a menina que saía da televisão.

No fim das contas, Daveigh Chase conseguiu algo raro: fazer parte da memória afetiva de uma geração inteira.

E isso é algo que nem o tempo (e nem sete dias) podem apagar. Descanse em paz.

 

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