Thanos estalou os dedos, metade do universo desapareceu e, sete anos depois, até o recorde de James Cameron virou poeira. Vingadores: Ultimato voltou oficialmente ao primeiro lugar entre as maiores bilheterias mundiais da história.

Segundo as estimativas divulgadas neste domingo, 4 de outubro, o longa da Marvel alcançou aproximadamente US$ 2,9255 bilhões, ultrapassando os US$ 2,9237 bilhões acumulados por Avatar. A vantagem é de apenas US$ 1,8 milhão, praticamente algumas moedas esquecidas atrás do sofá quando falamos de dois filmes bilionários.

O estalo funcionou na segunda tentativa

A virada aconteceu graças a Avengers: Endgame Encore, edição especial que devolveu o filme de 2019 aos cinemas com materiais inéditos ligados a Vingadores: Doomsday.

Em duas semanas, o relançamento arrecadou aproximadamente US$ 126 milhões: US$ 36,2 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 89,8 milhões nos demais mercados. O desempenho internacional foi decisivo para que os Vingadores atravessassem a pequena distância que ainda os separava de Pandora.

Além de faturar com um filme disponível em streaming e mídia doméstica há anos, a Marvel transformou a reprise numa enorme campanha de divulgação. As novas cenas aprofundam acontecimentos de Ultimato e apresentam conexões com Doomsday, marcado para 18 de dezembro.

Ou seja, o público pagou para rever o passado enquanto recebia aperitivos cuidadosamente servidos do futuro.

Cameron e os irmãos Russo não largam a coroa

A disputa começou em 2019, quando Ultimato encerrou os dez anos de liderança de Avatar. Naquele momento, o filme dos irmãos Russo tornou-se a maior bilheteria mundial, impulsionado tanto pela estreia original quanto por uma versão ampliada lançada ainda durante sua passagem pelos cinemas.

James Cameron, entretanto, não costuma aceitar derrotas sem preparar outro mergulho de três horas. Em 2021, um relançamento de Avatar na China devolveu o primeiro lugar à aventura de Pandora. Outras exibições ajudaram a elevar ainda mais o total do longa.

Agora, a Marvel virou o jogo novamente. É a segunda vez que Ultimato ultrapassa Avatar, estabelecendo uma disputa na qual ninguém parece disposto a deixar a sessão terminar e os funcionários do cinema provavelmente já querem começar a varrer a sala.

O maior filme da história, com um asterisco do tamanho de um Na’vi

O recorde considera os valores nominais arrecadados nas bilheterias, sem qualquer correção pela inflação ou pela mudança no preço médio dos ingressos.

Quando esses fatores entram na conta, E o Vento Levou, lançado em 1939 e relançado diversas vezes, permanece geralmente apontado como o filme mais lucrativo da história. Portanto, Ultimato é o maior em dólares efetivamente contabilizados, mas não necessariamente em público ou poder de compra equivalente.

Também existe outra ressalva: os números deste domingo ainda são estimativas dos estúdios e podem sofrer pequenos ajustes. Como a diferença entre os dois líderes é inferior a US$ 2 milhões, qualquer correção ou futuro relançamento de Avatar pode devolver a coroa a Cameron.

A Disney venceu dos dois lados

Para a Marvel, o resultado prova que a Saga do Infinito ainda consegue mobilizar público suficiente para transformar uma reprise numa campanha mundial lucrativa. Para Doomsday, é propaganda com bilhões escritos no cartaz.

Já para a Disney, responsável atualmente tanto pela Marvel quanto pela 20th Century Studios de Avatar, a troca no topo é um conflito bastante confortável: a coroa apenas mudou de uma prateleira para outra dentro do mesmo castelo.

Enfim, Thanos perdeu, Cameron perdeu e Avatar caiu para o segundo lugar. A Disney, como de costume, ficou com todo o dinheiro do estacionamento.

 

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