Escrito por Sarah A. Parker e lançado em 2024 pela Editora Harlequim, esse é um livro de romantasia que vai abordar temas como: magia, assassinato, tortura, disputas por reino, conspirações e dragões.

O Casal Protagonista
Nesse livro conhecemos, Raeve e Kaan Vaegor.
Raeve é uma assassina de um grupo opositor ao reinado do Grado, o trabalho dela é cumprir ordens e nunca ser pega. Mas um dia quando ela é levada para a Guilda dos Nobres, seu caminho cruza com o de Kaan.
Kaan é o atual rei do Lume, filho mais velho de Ostern e irmão de Cadok (Rei do Grado), Tyroth (Rei do Breu) e Veya.
Cem anos atrás ele decapitou a cabeça de um rei em retaliação a morte de sua amada e desde então, Kaan nunca mais foi o mesmo. Até seu caminho cruzar com o de Raeve, completamente idêntica a sua amada Elluin.
O Sistema de Magia
Aqui a coisa fica meio confusa. Afinal, além do mundo ser dividido em 3 reinos (Lume, Breu e Grado), também temos os 5 criadores.
Bulder: Deus do Solo; (conta marrom)
Clode: Deusa do Ar; (conta transparente)
Ignos: Deus do Fogo; (conta vermelha)
Rayne: Deusa da Água; (conta azul)
Caelis: Deus do Éter;
São esses criadores, exceto Caelis, que oferecem a sua magia ao povo. Então quanto mais contas você tiver em sua orelha (2, 3 ou 4), mais poderoso você é. Uma vez que o número e a cor de contas, representa quantos e quais deuses você consegue ouvir.
No caso de Kaan, ele escuta apenas Bulder e Ignos. Já Raeve, consegue ouvir os quatro deuses, o que faz dela extremamente poderosa e por isso uma assassina cobiçada.
As pessoas que não conseguem ouvir Deus algum são considerados “nulos” e vivem à margem da sociedade, sendo explorados e escravizados.
E além desse sistema de magia, também temos dragões:
Ceifassabres: dragões que vivem no Lume;
Fundíferas: dragões que vivem no Grado;
Plumaluas: dragões que vivem no Breu;
Para montar um dragão você precisa ir até a área de nidificação deles para: ou capturar um ovo ou então tentar formar um vínculo com um dragão adulto. Duas coisas bem perigosas e que podem levar a morte.
No livro tanto Kaan, quanto Raeve montam dragões e em alguns momentos da história você passa bastante raiva vendo alguns montadores judiarem desses seres.
Considerações Finais
De início não foi um livro que eu gostei.
Demorei para conseguir me situar no mundo, no sistema de magia e entender todos aqueles seres mágicos e termos estranhos que a autora criou.
Nessa parte, Sarah foi bem complexa e acho até que ela exagerou em alguns momentos. Pois criou umas coisas bem desnecessárias, que mal são citadas na história.
Já o casal protagonista, eu me apaixonei pelo Kaan, pela forma como ele é um Rei honesto, honrado, bom e que se preocupa com seu povo.
Filho de um pai babaca e irmãos que prestam menos ainda, ele é um personagem sofrido e por isso extremamente cativante. Kaan não teve uma infância feliz, perdeu a mãe cedo, o pai sempre o desprezou, porque ele ouvia apenas dois Deuses e judiou desse menino a vida inteira.
A única coisa boa que Kaan teve foram: a mãe, sua irmã caçula Veya, seu dragão leal Rygun e depois Elluin por quem se apaixonou perdidamente. Um amor tão forte que ele nunca esqueceu, por quem ele faz de tudo, até mesmo quando ela não merece.
Já Raeve me irritou e muito, achei ela uma insuportável.
Odeio gente que ao invés de enfrentar os problemas fica fugindo e se escondendo e foi isso que a Raeve fez em respeito a ela mesma, seu passado e sua relação com o Kaan. Odiei o comportamento dela durante todo o livro.
Por fim acabei finalizando a história, achando o livro cheio de enrolação e com a sensação de que se você ler as primeiras 150 páginas e as 100 últimas, você entende a história do mesmo jeito.
E ainda vai fechar o livro com as mesmas pontas soltas do início, não resolvidas.

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