O lendário saxofonista britânico Dick Parry, eternizado por solos hipnóticos em clássicos do Pink Floyd, morreu aos 83 anos.
O artista enfrentava um câncer nos últimos anos e, infelizmente, nos deixou no último dia 22 de maio. Nas últimas horas, fãs da banda e amantes do rock progressivo começaram a transformar as redes sociais em uma verdadeira homenagem coletiva ao músico.
Embora seu nome talvez não fosse o mais famoso da formação do Floyd, sua música estava em absolutamente TODO lugar dentro da alma sonora da banda. Porque sejamos honestos: aquele sax em Money não toca… ele flutua pela dimensão astral.
O homem por trás dos solos mais inesquecíveis do Floyd
Se você já ouviu: Money, Us and Them ou Shine On You Crazy Diamond …então você já ouviu Dick Parry.
E provavelmente sem saber.
O músico britânico ficou conhecido principalmente pela parceria histórica com o Pink Floyd durante os anos 1970: justamente a era em que a banda deixou de ser “apenas” uma banda de rock psicodélico para virar praticamente uma religião musical não oficial.
Os solos de Parry ajudaram a criar aquela atmosfera melancólica, espacial, existencialista e levemente “eu ouvi isso e agora preciso olhar pro teto por 40 minutos”.
Quem foi Dick Parry?

Dick Parry nasceu em 22 de novembro de 1941, na cidade de Kentford, em Cambridgeshire, Inglaterra.
Amigo de infância de David Gilmour, Parry começou sua trajetória musical ainda jovem, mergulhando no jazz e no blues antes de se aproximar definitivamente do rock progressivo.
Seu instrumento principal era o saxofone, mas também dominava teclado e outros instrumentos de sopro.
Durante os anos 1960, trabalhou com diversas bandas britânicas menores até que sua amizade com Gilmour abriu as portas para a colaboração histórica com o Pink Floyd.
E sinceramente? Ainda bem, porque o homem ajudou a criar algumas das passagens mais reconhecíveis da história do rock.
Uma breve viagem pela história do Pink Floyd

Formado em Londres, em 1965, o Pink Floyd começou como uma banda psicodélica liderada por Syd Barrett.
Mas após a saída de Barrett, o grupo passou por uma transformação gigantesca.
Com nomes como:
- Roger Waters
- David Gilmour
- Richard Wright
- Nick Mason
O Pink Floyd virou um fenômeno mundial ao misturar rock progressivo, filosofia, crítica social, viagens sonoras gigantescas e, claro, shows absurdamente ambiciosos.
O resultado? Álbuns como:
- The Dark Side of the Moon
- Wish You Were Here
- Animals
- The Wall
Basicamente o tutorial definitivo de “como traumatizar emocionalmente uma geração usando guitarra e sintetizador”.
Relembre sua trajetória
- Anos 1960 — Jazz, blues e início da carreira: Dick Parry iniciou sua carreira tocando em bandas britânicas locais, explorando jazz e rhythm and blues. Foi nessa época que fortaleceu amizade com David Gilmour.
- 1973 — The Dark Side of the Moon: Money, o solo mais famoso de sua carreira. A mistura entre groove, sax e caos capitalista virou um dos momentos mais icônicos da história do rock. Já em Us and Them, Parry ajudou a transformar melancolia em som. Simplesmente uma das faixas mais atmosféricas já gravadas.
- 1975 — Wish You Were Here: Em Shine On You Crazy Diamond seu sax aparece em uma das homenagens musicais mais emocionantes da história do rock, dedicada ao ex-integrante Syd Barrett.
- 1977 — Animals: Participou da turnê do álbum, consolidando ainda mais sua relação com a banda.
- 1980/81 — The Wall Tour: Dick Parry participou das lendárias apresentações de The Wall, uma das turnês mais ambiciosas já feitas na história da música. Sim, aquela dos muros gigantescos, da paranoia coletiva e do trauma musical premium.
- Anos 1990 e 2000 — Retorno aos palcos: Parry voltou a colaborar com David Gilmour em projetos solo e apresentações especiais do Pink Floyd. Também participou da turnê On an Island, em 2006.
Nem toda lenda segura uma guitarra
Pois é… Quando se fala em Pink Floyd, muita gente pensa imediatamente em David Gilmour, Roger Waters, The Wall ou prisma colorido.
Mas existe algo importante sobre grandes bandas: às vezes um único instrumento secundário muda TUDO.
E Dick Parry fez exatamente isso: seu sax ajudou a transformar músicas em experiências quase sobrenaturais.
Aqueles solos não preenchiam espaço, eles criavam universos.
O eco continua atravessando a galáxia do rock
Enfim, a morte de Dick Parry encerra a trajetória de um músico fundamental para uma das maiores bandas da história.
Mas algumas notas simplesmente não desaparecem; elas ficam nos fones de ouvido, nas madrugadas existenciais, nas playlists melancólicas e naquele momento específico em que alguém coloca The Dark Side of the Moon “só pra ouvir uma faixa”… e acaba atravessando o álbum inteiro em silêncio absoluto.
Hoje, o lado sombrio da Lua ficou um pouco mais quieto, mas o sax de Dick Parry continuará ecoando pela eternidade.
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