
| Desenvolvido por: Ryu Ga Gotoku Studio |
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| Publicado por: Sega |
| Gênero: Ação, Aventura, Beat ‘Em Up 3D, RPG |
| Série: Yakuza / Ryu Ga Gotoku |
| Lançamento: 12 de Fevereiro de 2026 |
| Classificação indicativa: 18 anos |
| Modos: Single-player |
| Disponível para: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch 2 e PC |
Yakuza é uma franquia que acompanho desde muito antes do lançamento do primeiro game, nos previews das revistas de games dos anos 2000, ainda na geração do PlayStation 2, tendo jogado o primeiro game da série do começo ao fim ainda no primeiro mês de seu lançamento original, tendo guardado um carinho por esta desde então. Infelizmente, me distanciei um pouco da franquia na geração PS3, e somente pude conferir Yakuza 3 em sua versão Remastered, poucos anos atrás, mais de 10 anos após seu lançamento original, ocorrido em 2009. Durante minha jornada pela campanha do game, mesmo em sua versão remastered, era inegável que em alguns aspectos o game envelheceu mal, especialmente no gameplay. Como um projeto de modernizar os games mais antigos da franquia para novos jogadores, foi a vez de Yakuza 3 receber o tratamento Kiwami (“Extremo” em japonês), mas será que o game ficou à altura de seus 2 antecessores que receberam o mesmo tratamento? Vamos conferir!
O que são as versões Kiwami de Yakuza?

Um pouco da trama
O enredo continua a jornada de Kazuma Kiryu, aposentado e cuidando do orfanato Morning Glory em Okinawa, quando conflitos do submundo yakuza o forçam a retornar às ruas de Kamurocho. O drama combina a ação típica de yakuza com momentos surpreendentemente humanos, como interações com as crianças do orfanato e tarefas cotidianas que fortalecem laços emocionais e desbloqueiam conteúdo adicional.
Ao mesmo tempo, o game também traz a campanha inédita de Dark Ties, focada em Yoshitaka Mine, explorando sua história antes dos eventos principais do game. Essa narrativa adicional visa aprofundar um pouco mais o enredo do jogo.

Gameplay
O combate foi revisado em relação ao original. O Dragon of Dojima Style, o estilo clássico de Kiryu recebe melhorias, com novos Heat Abilities. Enquanto o Ryukyu Style, um novo estilo que incorpora armas tradicionais de Okinawa (tonfas, nunchakus, lanças, etc.), permite combos mais variados e visuais. Essa fusão resulta em confrontos mais visualmente dinâmicos e táticos. A introdução de sistemas como Dragon Boost adiciona profundidade técnica, dando frames de ação mais intensos. Mesmo com essas modificações, a sensação de impacto e fluidez às vezes é inconsistente, e inimigos ainda podem bloquear repetidamente, apesar dos ajustes que tornam isso menos frustrante do que no original.

Trilha Sonora e aspectos visuais
Usando a Dragon Engine, o jogo apresenta personagens mais detalhados e cutscenes dramatizadas com captura de movimento e novo elenco de vozes. Visualmente, porém, a saturação de cores ficou um pouco exagerada em áreas abertas e certas animações faciais ficaram menos convincentes. Problemas de iluminação e coloração durante a fase de demos, foram corrigidos por meio de patch. A dublagem e trilha sonora foram reformuladas, o que pode agradar ou desagradar, dependendo se o jogador é purista ou aberto a mudanças.

Principais diferenças entre o original e Kiwami 3
- Em termos de gameplay: Kiwami 3 apresenta uma mudança no motor gráfico que o torna um pouco mais próximo dos jogos mais recentes, onde Kiryu luta com uma espécie de versão híbrida de seu estilo de luta em Kiwami 2 e no Yakuza 3 original. Kiwami 3 também possui um novo segundo estilo de luta que pode ser alternado, basicamente um estilo “mestre de armas”, onde a cada combo Kiryu utiliza diferentes tipos de armas para diferentes ataques.
- O orfanato: um dos pontos importantes da trama de Yakuza 3, o orfanato teve seus momentos na história principal removidos em Kiwami 3 ou substituídos, em sua maioria, por outros momentos menores. Assim, a Loja Morning Glory agora é um conteúdo secundário com o qual você pode interagir praticamente sempre que estiver em Okinawa.
- Histórias secundárias: Yakuza 3 possuia ao todo 119 histórias secundárias espalhadas pelos dois mapas, enquanto Kiwami 3 tem 31, em sua maioria diferentes. No entanto, de modo geral, elas são de qualidade superior, com diálogos mais ágeis. Além disso, Kiwami 3 conta com as novas histórias secundárias “Bad Boy Dragon” (um modo de combate estilo biker gang com hordas de inimigos) e “Morning Glory General Store”, que adicionam ainda mais conteúdo secundário à quantidade de histórias principais.
- Personagens: alguns personagens do original não estão presentes em Kiwami 3, como Mack, Komaki e Dr. Minamida. Alguns modelos de personagens importantes do game foram substituidos,
- LaLaLa Mobile: existe o LaLaLa Mobile, que é uma forma bem simples de adicionar exploração extra para encontrar itens pela cidade. Ele também permite personalizar o celular flip do Kiryu.
- Minigames: Kiwami 3 adicionou mais máquinas de jogos arcade clássicas para jogar.
- História: como já citado acima, há uma expansão de história, Dark Ties, que foca no antagonista Mine. Em termos de história, o final do game também pode gerar controvérsias.
Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties: Vale a Pena?
Algumas mudanças podem ser vistas como positivas, como o combate mais ágil, minigames mais agradáveis e narrativa emocionalmente mais rica. Porém, a expansão Dark Ties não convence muito, os gráficos deixam a desejar, e as modificações na narrativa, além da presença controversa de um ator no elenco, farão deste um dos títulos mais polêmicos da franquia, assim como sua contraparrte original. Se puder jogar somente um dos 2, o Yakuza 3 original ou sua versão Kiwami, fique com o original.

Depois de tudo o que passamos juntos. De tudo o que eu fiz. Não pode ser em vão. Permaneça conosco.







