Adaptar a obra de uma das escritoras mais famosas do mundo, é sempre tarefa deveras complicada. Com erros primários, tais quais os cometidos aqui, impactando diretamente no resultado final.

| Título: Os Sete Relógios de Agatha Christie |
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| Ano de Produção: 2025 |
| Dirigido Por: Chris Chibnall |
| Estreia: 2026 |
| Duração: 3 episódios |
| Classificação: 12 anos |
| Gênero: Drama |
| País de Origem: Reino Unido |
| Sinopse: Quando uma brincadeira termina em fatalidade numa luxuosa casa de campo, uma jovem resolve tentar resolver o mistério do possível assassinato de seu amigo. |
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Tragédia Mascarada

Ambientada nos anos 1920, a trama começa no meio de um baile realizado na suntuosa mansão dos Caterham, uma nobre família britânica com sérios problemas financeiros enfrentados após a perda do respeitável patriarca Lord Caterham (Iain Glen).
Não bastasse essa embaraçosa adversidade, os anfitriões ainda se vêm frente a misteriosa morte do par romântico da jovem herdeira Bundle (Mia McKenna-Bruce), na manhã seguinte à festança. A qual é tratada por todos, inclusive pela mãe da garota, Lady Caterham (Helena Bonham Carter), como suicídio.
Porém, incrédula quanto à veracidade desse parecer, a enlutada descendente parte em busca de pistas referentes ao que realmente aconteceu. Se metendo acidentalmente, então, no meio das piores conspirações envolvendo gente muito poderosa.
O Investigador

Conforme o número de assassinatos cresce, dando razão à desconfiança da determinada mocinha, um enviado da Scotland Yard passa a acompanhar de perto o caso. Tentando, em vão, afastá-la dos perigos inerentes a ele.
Esquivo, o experiente Superintendente Battle (Martin Freeman) mantém-se sempre atento aos menores detalhes relativos à averiguação dos fatos. Ostentando timing quase perfeito nas suas aparições e ponteiro intuitivo altamente apurado.
Contudo, sem a ajuda da perseverante detetive amadora, jamais teria encontrado os verdadeiros culpados pelos crimes. Afinal, às vezes o coração enxerga coisas que a razão não consegue divisar.
Sociedade Secreta

Peça central do intrincado quebra-cabeça da produção, o enigmático grupo intitulado Sete Relógios ocupa posição de destaque no enredo. Sendo eles os responsáveis, aliás, pelos melhores momentos dessa curta leva de episódios.
Apesar da evidente boa intenção dos criadores, a antes promissora minissérie tropeça demais em pontos importantes. Transpassando aos espectadores, a despeito do ritmo bastante agradável da história, uma sensação de que podia mais.
Um bocado disso vem dos quesitos técnicos. Pois entregaram belíssimos cenários, linda fotografia, razoáveis efeitos especiais, figurinos impecáveis, trilha sonora interessante, mas as atuações de boa parte do elenco soou mecânica, sem carisma algum.
Em virtude da questão citada acima, várias cenas primordiais acabaram perdendo a comoção necessária, tornando as revelações posteriores quase inócuas. Felizmente, o espírito do material original suplanta tamanhos equívocos e proporciona a quem assiste uma experiência de relativo deleite.

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