O cinema francês perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas. Brigitte Bardot morreu neste domingo, 28 de dezembro, aos 91 anos, na França.
A informação foi confirmada por sua fundação e repercutida por veículos internacionais de grande credibilidade.
Símbolo de uma era, Bardot não foi apenas uma estrela das telas: foi um fenômeno cultural, um rosto que atravessou décadas e redefiniu padrões de comportamento, moda e liberdade feminina no cinema europeu e muito além dele.
Saúde frágil e um período longe dos holofotes
Nos últimos anos, a atriz vinha enfrentando problemas de saúde recorrentes, o que a manteve afastada da vida pública.
Em ocasiões anteriores, ela chegou a ser hospitalizada, fato que já havia sido noticiado pela imprensa internacional e também aqui no site.
Apesar disso, a família e sua fundação sempre mantiveram uma postura discreta, preservando sua privacidade.
Além disso, até o momento, a causa oficial da morte não foi divulgada, o que reforça o tom reservado que marcou seus últimos anos.
Do estrelato absoluto ao adeus precoce ao cinema
Brigitte Bardot alcançou o estrelato muito jovem e, no auge da fama, tomou uma decisão que poucos tiveram coragem de tomar: abandonou o cinema aos 39 anos.
Enquanto o mundo ainda a enxergava como musa, ela decidiu sair de cena, não por falta de sucesso, mas por escolha pessoal. Um gesto radical, coerente com alguém que nunca se moldou totalmente às expectativas da indústria.
Relembre sua trajetória
Sua carreira foi intensa, curta e profundamente impactante:
- “E Deus Criou a Mulher” (1956)
O filme que a transformou em estrela internacional e símbolo sexual dos anos 1950. Bardot virou sinônimo de liberdade, provocação e ruptura de padrões. - “O Desprezo” (1963)
Dirigido por Jean-Luc Godard, consolidou sua presença no cinema de autor e mostrou que Bardot ia muito além da imagem de musa. - “Viva Maria!” (1965)
Ao lado de Jeanne Moreau, protagonizou uma aventura irreverente e politicamente carregada, ampliando ainda mais seu alcance artístico.
Além disso, tem mais de 40 filmes em pouco mais de 20 anos de carreira, trabalhando com alguns dos diretores mais importantes do cinema europeu.
Após deixar o cinema, Bardot nunca mais atuou, encerrando definitivamente sua carreira artística.
Uma nova causa: a defesa dos animais
Se o cinema ficou para trás, uma nova missão tomou conta de sua vida.
Dessa forma, Bardot tornou-se uma das ativistas mais conhecidas do mundo na defesa dos direitos dos animais, fundando a Fundação Brigitte Bardot, referência internacional na causa.
Essa fase também foi marcada por polêmicas e posições controversas, mas nunca por omissão: Bardot manteve-se ativa, combativa e fiel às próprias convicções até o fim.
O fim de uma era, mas não de um legado
Pois é… Brigitte Bardot deixa um legado que vai muito além de seus filmes. Ela representou uma ruptura, um momento de virada no comportamento feminino, na forma como o cinema enxergava o desejo, a autonomia e a imagem da mulher.
Mesmo longe das telas há décadas, seu nome nunca deixou de ecoar. Hoje, o cinema se despede. Mas Bardot permanece eterna.
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