Durante o aguardado show do Linkin Park no estádio do MorumBIS, em São Paulo, Mike Shinoda fez um anúncio que marcou o início de uma nova fase na história da banda. “Essa é a nova era do Linkin Park”, declarou o músico diante de uma plateia lotada e explosiva. O que poderia soar como apenas mais uma apresentação em solo brasileiro, na verdade, representa um momento de profunda transformação para o grupo que marcou gerações inteiras desde o início dos anos 2000.

Entre perdas e recomeços: o renascer do Linkin Park para uma nova era

Vocalista Emily Armstrong (esq.) em show do Linkin Park durante turnê "From Zero", no estádio Morumbis, em São Paulo | Rafael Strabelli - 8.nov.2025/Divulgação
Foto: Rafael Strabelli

Após sete anos longe dos palcos, o Linkin Park retomou suas atividades em setembro de 2024, apresentando mudanças significativas em sua formação. Pois Colin Brittain assumiu a bateria no lugar de Rob Bourdon, enquanto Alex Feder passou a ocupar o posto de guitarrista que anteriormente pertencia a Brad Delson. Entretanto, dentre todas as mudanças, a maior expectativa dos fãs girava em torno de quem assumiria os vocais após a perda irreparável de Chester Bennington, em 2017.

A resposta veio na forma de Emily Armstrong, cantora até então pouco conhecida do grande público. Sua estreia dividiu opiniões, especialmente entre aqueles que ainda se mostravam resistentes à ideia de uma mulher nos vocais — uma postura lamentável dentro de um gênero musical que sempre pregou autenticidade e rebeldia contra padrões impostos.

Com o passar do tempo, no entanto, Armstrong vem conquistando cada vez mais fãs, graças à sua entrega e intensidade no palco. Além disso, sua interpretação das clássicas faixas da banda, aliada à força das novas composições, confere um novo significado à trajetória do Linkin Park — agora mais maduro, porém ainda profundamente visceral.

Uma noite inesquecível: Linkin Park em São Paulo

Vocalista Emily Armstrong (esq.) e vocalista e guitarrista Mike Shinoda em show do Linkin Park durante turnê "From Zero", no estádio Morumbis, em São Paulo | Rafael Strabelli - 8.nov.2025/Divulgação
Foto: Rafael Strabelli

A frase dita por Mike Shinoda durante o show — “essa é a nova era do Linkin Park” — não deixou dúvidas: a banda veio para ficar. A declaração dissipou as incertezas de quem ainda questionava se o retorno seria apenas uma breve celebração ou o início de um novo ciclo. Pelo que se viu no estádio do MorumBIS, em São Paulo, o grupo está mais vivo do que nunca.

Estive presente no show e posso afirmar, como fã desde 2003, que a experiência foi simplesmente incrível. Desde os primeiros acordes, a energia do público e da banda se conectou de forma intensa, criando uma atmosfera eletrizante que não arrefeceu em nenhum momento. O setlist foi muito bem equilibrado, mesclando os grandes sucessos que marcaram gerações com as faixas frescas do novo álbum From Zero.

O Linkin Park soube conduzir o público em uma jornada emocional, alternando momentos explosivos com pausas estratégicas para interação e afeto. Um dos pontos mais marcantes foi quando a vocalista Emily Armstrong revelou, do palco, o sexo do bebê de uma fã grávida que acompanhava o show — um gesto que arrancou aplausos e lágrimas da plateia.

Durante todo o espetáculo, foi possível perceber a sintonia entre os integrantes. O carinho mútuo, os olhares trocados e a energia compartilhada mostraram que há uma conexão verdadeira ali — algo que transcende o palco. Essa harmonia faz com que a ausência de alguns clássicos, como Crawling, passe quase despercebida.

Conclusão

Isso é algo importante de se notar: o Linkin Park sempre foi uma banda que permitiu-se evoluir. Sua essência está justamente em desafiar fórmulas e abraçar o novo. Saí do show com a sensação de ter vivenciado não apenas um retorno, mas uma renovação autêntica — a prova de que, mesmo após tantos anos, a emoção que a banda me trazia quando era jovem continua pulsando forte.

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