Os Roses: Até que a Morte os Separe: confira detalhes sobre o roteiro

OS ROSES: ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE:
OLIVIA COLMAN E BENEDICT CUMBERBATCH INTERPRETAM UM CASAL PERFEITO QUE ENTRA EM COLAPSO SOB O HUMOR ÁCIDO DO ROTEIRISTA TONY MCNAMARA

A nova comédia escrita pelo renomado roteirista australiano, conhecido por filmes aclamados como A Favorita, Cruella e Pobres Criaturas, já está em cartaz; A produção estreou no país junto da “semana do cinema”, com ingressos no valor de dez reais

Todos sabem que as palavras podem ser tão agressivas, dolorosas e cruéis quanto um tapa, e Os Roses: Até Que a Morte os Separe é o exemplo perfeito disso. Na nova comédia de humor ácido, que chega hoje aos cinemas da América Latina, o casal Ivy (Olivia Colman) e Theo (Benedict Cumberbatch) se envolve em uma implacável guerra emocional, na qual as palavras são munição pesada, capazes de destruir um laço de anos com frases irreparavelmente danosas.

O autor dessas frases afiadas é Tony McNamara, o renomado roteirista por trás de filmes aclamados como A Favorita e Pobres Criaturas, do diretor Yorgos Lanthimos; Cruella, o filme live-action da Disney de 2021, e da série The Great. Conhecido por seu humor ácido, sagacidade e olhar singularmente observador, McNamara deixa sua marca inconfundível nesta releitura do filme A Guerra dos Roses, de 1989.

Uma mente brilhante

Em Os Roses: Até Que a Morte os Separe, Theo e Ivy Rose são um casal que se apaixonou perdidamente no momento em que se conheceu, mas cujo casamento começa a desmoronar lentamente sob a pressão da dinâmica familiar moderna. O filme explora, através de uma perspectiva contemporânea, a de desordem crua e, muitas vezes, a confusão absurda dos relacionamentos amorosos e familiares. O que começa como uma série de brincadeiras se transforma em uma guerra emocional na qual nem Theo nem Ivy estão dispostos a se render.

Com uma história em que as palavras são as grandes protagonistas, não é por acaso que a equipe criativa contratou McNamara para dar vida ao roteiro. “O que torna Tony brilhante é sua capacidade de ver as coisas de uma nova perspectiva. Ele tem um olhar aguçado para captar o absurdo das pequenas crueldades que infligimos uns aos outros”, diz o produtor Adam Ackland sobre o roteirista indicado ao Oscar.

Impiedosamente irônico, sombrio, hilario e comovente, o roteiro de Os Roses: Até Que a Morte os Separe não só fará o público gargalhar com momentos de puro delírio, como também apresentará situações da vida conjugal com as quais muitos se identificarão instantaneamente. “Tony viu claramente que as forças que destroem um casamento como este são muito diferentes: a ambição, a busca pela perfeição, o individualismo e o desejo de ser (ou ser visto como) bem-sucedido. Pode ser difícil manter um relacionamento com tudo isso em jogo para ambos os parceiros”, observa a produtora Leah Clarke.

Fazendo magia com as palavras

No roteiro de Os Roses: Até Que a Morte os Separe, as palavras já sugerem sua magia, mas o elenco tem o talento extraordinário para elevá-las. “Normalmente não escrevo como um ator ou atriz específico em mente… mas eu conhecia o ritmo de Olivia por seu trabalho em A FAVORITA. Ela é uma atriz brilhante, tanto no drama quanto na comédia”, observa McNamara. Colman, por sua vez, retribui o elogio: “Tony é incrível. Adoro tudo o que ele escreve. É seco e anárquico. Ele é tão bom em ciar um humor genuíno que você esquece que toda essa emoção intensa está presente. Ele traz isso em doses, e isso parte seu coração”.

Ao longo do filme, Colman, Cumberbatch e o restante do elenco – que inclui Andy Samberg, Allison Janney e Kate McKinnon – dão suas falas com extraordinária precisão, criatividade e emoção.

Para McNamara, a experiência de escrever o longa foi de extrema alegria, mas nada supera o momento em que, após meses ouvindo as palavras em sua mente, ele as vê ganhando vida pela primeira vez nas bocas de Colman e Cumberbatch. “Você nunca sabe como será a química entre os atores, não importa quem sejam eles. Mas na primeira cena delas, todos nós pensamos: ‘Uau, é como se eles estivessem casados há anos’. Eles tinham um ritmo e uma conexão. Foi uma sensação incrível”, confessa o roteirista.

O espelho de Theo e Ivy

Para McNamara, Os Roses: Até Que a Morte os Separe terá cumprido sua missão se o público se conectar com o filme. “Nós queríamos fazer uma comédia realmente boa sobre o casamento, com uma visão honesta de como ele é difícil. Queríamos fazer algo com o qual as pessoas pudessem se identificar”, observa o roteirista, concluindo: “Quero que o público queira que Theo e Ivy fiquem juntos, mas também que reconheça o quão difícil é”.

Os Roses: Até Que a Morte os Separe já está disponível nos cinemas. Aproveite a “semana do cinema”, com ingressos no valor de dez reais.